Os medicamentos continuam sendo o pilar principal no faturamento e na lucratividade das farmácias, independentemente do porte.
A conclusão é de um estudo realizado pela Proffer, startup especializada em precificação para o canal farma, que analisou mais de 20 milhões de preços e dados de 1 milhão de produtos em mil cidades, a partir de dez fontes confiáveis.
A pesquisa evidencia diferenças significativas entre grandes redes e pequenas e médias empresas (PMEs). Nas grandes varejistas, cerca de dois terços da lucratividade vem de medicamentos, enquanto nas independentes esse índice ultrapassa três quartos.
Margens de lucro em medicamentos
As Farmácias Independentes e Médias Redes apresentam margens superiores aos grandes varejistas, exceto na categoria “medicamentos outros”. Os genéricos destacam-se por oferecer as melhores margens, independentemente da porta da farmácia.
Lucro em não medicamentos
As grandes redes obtiveram 36% de lucro de categorias não medicamentosas, enquanto as PMEs alcançaram 23%. Higiene e beleza são categorias de maior margem nas grandes redes, enquanto alimentos e cuidados com a saúde se destacam entre os pequenos.
Genéricos sem lucro
As farmácias de pequeno porte têm uma participação maior de genéricos em suas vendas de medicamentos, representando 24%, contra 10% nas grandes redes. Apesar do tíquete médio mais baixo, a margem percentual dos genéricos gira em torno de 60%, segundo Edmilson Varejão, CEO da Proffer.
Diferenças de preço
Os preços médios de medicamentos nas grandes redes são 210% maiores que nas PMEs, reflexo de um mix com menor participação de genéricos.
Estratégias de precificação
Varejão destaca que, embora as grandes redes trabalhem com margens percentuais menores, a presença de produtos com preços mais altos garante maior lucro financeiro. “Focar apenas em margens altas pode não maximizar o lucro final”, conclui o executivo.