Estudo aponta expiração de patentes e novos players como motores da evolução do setor nos próximos anos
Um estudo publicado pelo portal norte-americano Pharma Boardroom revelou as principais tendências que devem moldar o mercado de biossimilares em 2025. Entre os fatores determinantes estão a expiração de patentes, o fortalecimento da liderança europeia e a crescente presença de empresas asiáticas, especialmente da Coreia do Sul.
A Europa, que concentra mais de 50% da demanda global por biossimilares, deve manter sua posição privilegiada, impulsionada pelo seu longo histórico de desenvolvimento tecnológico e pelas alianças estratégicas que, entre 2014 e 2024, representaram 45% das aprovações desses medicamentos no continente. Os biossimilares seguem como uma opção vantajosa para hospitais europeus, com preços de 15% a 35% inferiores aos dos medicamentos de referência.
Enquanto isso, a Ásia, liderada pela Coreia do Sul, emerge como polo de inovação. Entre 2022 e 2024, 11% das aprovações de biossimilares pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA) foram de empresas sul-coreanas. Com um mercado avaliado em US$ 177 milhões e crescimento projetado entre 20% e 30%, o país conta com 24 biossimilares já aprovados globalmente e outros cinco em fase de pré-registro.
A expiração de patentes será outro propulsor do mercado. Até 2030, 187 patentes de produtos biológicos expirarão, sendo 69 na Europa e 118 nos Estados Unidos. Segundo a Medicines for Europe, essas expirações devem criar oportunidades oito vezes maiores do que as registradas entre 2012 e 2014.
Entretanto, a oferta ainda é limitada. Apenas 29% das moléculas próximas do fim da exclusividade na Europa têm versões acessíveis em desenvolvimento. O alto custo de produção – entre US$ 100 milhões e US$ 300 milhões por fármaco – e a incerteza de ganho de mercado mantêm o setor menos competitivo que o de genéricos tradicionais.