Categoria mantém crescimento com forte adesão em estados do Nordeste e impacto direto na economia dos consumidores
As vendas de medicamentos genéricos mantiveram ritmo de crescimento no Brasil durante o primeiro semestre de 2025, segundo levantamento da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos e Biossimilares (PróGenéricos) com dados da IQVIA. O avanço foi impulsionado pelo envelhecimento populacional, maior prevalência de doenças crônicas e ampla aceitação de médicos e pacientes, fortalecendo a participação da categoria no varejo farmacêutico.
Nordeste lidera em participação
Pernambuco registrou a maior penetração de genéricos, com 35,76% das vendas totais, superando 60,7 milhões de unidades comercializadas. Rio Grande do Norte (32,83%) e Piauí (32,01%) também apresentaram índices expressivos. Em termos absolutos, São Paulo se destacou com quase 264 milhões de unidades vendidas, seguido por Minas Gerais, com 159 milhões.
Principais medicamentos e crescimento sustentável
Entre os genéricos mais comercializados estão tratamentos para doenças crônicas, como losartana, dipirona sódica, hidroclorotiazida, sinvastatina e atenolol. De acordo com Tiago de Moraes Vicente, presidente-executivo da PróGenéricos, o setor segue consolidado: em 2024, movimentou R$ 20,4 bilhões, crescimento de 13,5% sobre o ano anterior.
Por lei, genéricos devem custar ao menos 35% menos que os medicamentos de referência, mas na prática os descontos médios chegam a 69%. Desde sua regulamentação, a categoria já gerou uma economia de R$ 355 bilhões aos consumidores e deve alcançar R$ 400 bilhões até o final de 2025.
Perspectivas para os próximos anos
Com o envelhecimento populacional e o aumento da incidência de doenças crônicas — que afetam cerca de 73% das pessoas acima de 50 anos — a tendência é de maior demanda por tratamentos acessíveis. Atualmente, os genéricos representam mais de 39% das vendas de medicamentos no país, reforçando seu papel estratégico no acesso à saúde.