Setor projeta crescimento de 47% impulsionado por terapias biológicas inovadoras e expansão do diagnóstico de rinite
O mercado global de tratamento de alergias deve atingir o faturamento de US$ 33,59 bilhões até 2030, registrando um avanço acumulado de 47,58% a partir de 2025. Segundo relatório da Mordor Intelligence, o setor apresenta uma taxa de crescimento anual de 8,10%, motivado pela maior prevalência de doenças respiratórias, agravamento de alérgenos devido a mudanças climáticas e o surgimento de produtos biológicos revolucionários. O estudo aponta que, embora os medicamentos antialérgicos dominem o consumo atual, a imunoterapia ganha força com projeção de expansão acelerada nos próximos anos.
A rinite alérgica permanece como a principal indicação clínica, detendo mais de 41% da participação de mercado, enquanto as alergias alimentares emergem como o segmento de maior potencial de crescimento. No campo dos tratamentos, os comprimidos e cápsulas ainda lideram as vendas pela facilidade de acesso e familiaridade do paciente, mas o mercado de injetáveis e auto-injetores exibe uma curva de ascensão acentuada, impulsionada por anticorpos monoclonais e inovações em dispositivos de entrega localizada, como sprays nasais de alta precisão.
Digitalização e novos canais de distribuição
O varejo farmacêutico passa por uma transformação nos canais de distribuição, com as farmácias online projetadas para crescer 11,55% ao ano. A integração de teleconsultas, e-prescrição e o uso de inteligência artificial para estímulos de adesão ao tratamento crônico favorecem a conveniência do consumidor. Paralelamente, as farmácias hospitalares mantêm sua relevância estratégica, sendo fundamentais para a administração de terapias biológicas que exigem supervisão clínica rigorosa e protocolos de mitigação de riscos.
A tendência de automedicação consciente também eleva os volumes de transações, com anti-histamínicos de segunda geração e corticosteroides intranasais migrando do status de prescrição para o mercado de OTCs (isentos de prescrição). Esse movimento, aliado ao amadurecimento de genéricos e reembolsos favoráveis, cria um fluxo de receita estável para a indústria. Especialistas indicam que o reconhecimento da eficiência de custos da imunoterapia a longo prazo será um dos principais desafios ao domínio absoluto dos medicamentos sintomáticos convencionais até o fim desta década.