As categorias de Consumer Health Care (CHC) consolidam sua relevância no varejo farmacêutico brasileiro e já representam 44% do faturamento total do canal. O avanço do segmento, que reúne medicamentos isentos de prescrição, vitaminas, suplementos, dermocosméticos, produtos de higiene pessoal e itens voltados ao bem-estar, reflete a crescente demanda dos consumidores por soluções preventivas e de autocuidado.
Os dados foram apresentados durante o evento Getting the Strategy 2026, realizado pela Close-up International em São Paulo, e evidenciam a importância estratégica dessas categorias para o desempenho das farmácias em um contexto econômico marcado por renda em expansão, mas também por elevados índices de endividamento das famílias e juros ainda elevados.
No acumulado de 12 meses encerrados em maio de 2026, o mercado farmacêutico brasileiro movimentou R$ 261,3 bilhões, registrando crescimento de 13,5% sobre o período anterior. Dentro desse cenário, o segmento de Consumer Health avançou 7,9%, reforçando seu papel como um dos principais motores de crescimento do canal.
Apesar da evolução consistente, especialistas observam uma desaceleração no ritmo de expansão da categoria. O desempenho em unidades comercializadas tem apresentado estabilidade, indicando que boa parte do crescimento recente está relacionada ao aumento de preços e ao lançamento de novos produtos, e não necessariamente ao incremento do volume de consumo.
Entre as categorias que mais contribuíram para o avanço do setor destacam-se Dermocosméticos, com crescimento de 12,8%, Bebê e Criança, que avançou 10,8%, e Alimentos e Bebidas, com alta de 10,1%. O desempenho reforça a ampliação do papel das farmácias como destinos de compra para produtos de saúde, beleza e bem-estar.
No segmento de dermocosméticos, todas as subcategorias registraram crescimento, com destaque para cuidados faciais, cuidados corporais e produtos infantis, evidenciando o fortalecimento das rotinas de skincare e da busca por soluções especializadas. Para a indústria da beleza, o movimento reforça a crescente convergência entre os mercados de cuidados pessoais, saúde e estética dentro do ambiente farmacêutico.
O mercado de Vitaminas e Suplementos também manteve trajetória positiva, movimentando R$ 13,9 bilhões e crescendo 9,4% no período. O avanço foi impulsionado principalmente por suplementos nutricionais, sais minerais, vitaminas de amplo espectro e nutricosméticos, categoria que apresentou uma das maiores taxas de crescimento do segmento.
Outro aspecto relevante apontado pelo estudo é a expansão das vendas digitais. Dermocosméticos lideram a penetração do e-commerce no canal farma, seguidos por produtos infantis e suplementos. O resultado reforça a importância de estratégias omnichannel para marcas que buscam ampliar alcance, engajamento e conversão junto ao consumidor.
Os dados demonstram que o mercado de Consumer Health segue ampliando sua participação nas farmácias brasileiras, impulsionado por tendências ligadas à prevenção, autocuidado e bem-estar. Para a indústria e os profissionais de marketing, o cenário abre oportunidades para inovação, construção de marca e desenvolvimento de categorias cada vez mais conectadas às necessidades do consumidor contemporâneo.