A estratégia de venda direta ao consumidor adotada por fabricantes de medicamentos para obesidade e diabetes começa a levantar alertas sobre possíveis impactos no varejo farmacêutico.
Segundo análise publicada pelo InfoMoney, movimentos recentes da dinamarquesa Novo Nordisk – como a criação de canais próprios de comercialização e testes de venda direta – podem alterar a dinâmica tradicional do setor.
A iniciativa aproxima a indústria do consumidor final, permitindo maior controle sobre preço, dados e experiência de compra, ao mesmo tempo em que reduz a dependência dos canais tradicionais.
Ainda assim, especialistas apontam que o modelo não elimina o papel das farmácias, mas transforma a lógica de intermediação, que passa a incorporar novos formatos digitais e logísticos.
Isso ocorre durante forte crescimento das chamadas “canetas emagrecedoras”, baseadas em GLP-1, que têm impulsionado a competição entre farmacêuticas e ampliado o interesse de investidores no setor. Para o mercado, a possível desintermediação parcial do varejo levanta questionamentos sobre margens e posicionamento das redes de farmácia no médio prazo.