As incertezas em torno da Covid-19, da vacinação e o maior nível de exigência do consumidor impõem desafios extras para o varejo farmacêutico em 2021.
As projeções de queda do PIB afetam a renda do consumidor e fazem despencar a cobertura de saúde privada. Por outro lado, as farmácias precisarão se adaptar a um shopper cada vez mais sofisticado e aberto a experiências multicanal.
Com base nas visões de empresários, consultores e dirigentes ligados ao setor, compilamos algumas tendências que regerão o varejo farmacêutico em um futuro que já chegou.
Farmácia mais próxima da comunidade

“O cuidado com a saúde ganhará ainda mais espaço. E o varejo farmacêutico deverá assumir um protagonismo ainda maior nessa transformação, reforçando o papel do farmacêutico como agente de saúde da comunidade. Por isso, estamos ressignificando o nosso papel, fortalecendo a loja como uma base para o cuidado da saúde integral dos consumidores”
Farmácia como ecossistema de saúde

“Plataformas de marketplace e programas de pagamento digital terão de ser uma realidade. E na saúde, os ecossistemas incluem uso da telemedicina e da inteligência artificial para integrar pacientes, médicos e farmácias”
Momento de repensar o sortimento e o modelo de lojas

“O consumidor deverá ir à farmácia com menos frequência, mas precisará encontrar todos os produtos que deseja quando estiver na loja. O varejo terá a obrigação de acelerar o conceito de drugstore e reforçar o foco em conveniência”
O desafio das vacinas

“O ano começa com o desafio das vacinas. E o grande varejo farmacêutico tem capacidade de apoiar essa missão, com potencial para imunizar 2 milhões de pessoas semanalmente, 8 milhões por mês. Também será um período em que a farmácia se transforma em um hub de serviços”
Atenção especial ao PDV

“A fidelização deve começar antes mesmo da abertura das lojas, com uma escolha certeira da localização e um layout adequado ao fluxo de carros e pedestres na região. A capacitação das equipes de atendimento também fará a diferença”
Cuidados com a saúde na agenda de prioridades

“Aumentou a consciência da população sobre cuidados com a saúde, o que já tem levado a uma maior adesão ao tratamento e mais procura pelos serviços clínicos farmacêuticos”

“O resultado final no varejo farmacêutico, em 2021 e depois, dependerá muito de quais hábitos permanecerão no pós-pandemia e no pós-vacina. Varejo e distribuição devem estar atentos às mudanças de comportamento e garantir que estão prontos para atender seus clientes conforme suas necessidades evoluem”
Novo mindset do consumidor

“As rotas para o varejo farmacêutico passam pela digitalização e multicanalidade, aumento da penetração dos medicamentos genéricos e ainda pelo novo mindset do cliente, mais preocupado com o bem-estar e o autocuidado”
Poder de interpretação dos indicadores

“Uma boa análise dos indicadores de mercado deve ir além de números e contribuir para aprimorar a gestão do sortimento, as relações entre comprador e vendedor e a revisão de categorias com desempenho abaixo do esperado”.
Setor realmente integrado

“A indústria não pode se limitar a aferir as vendas às farmácias, mas também assimilar toda a jornada de compra. A distribuição deve alinhar seu fluxo de trabalho à oferta. E isso exige que o varejo saia do seu quadrado e crie vínculos com toda a cadeia”
Jornada digital, mas sem deixar a relação humana

“O cliente quer rapidez, a melhor experiência e a facilidade do one stop shop, mas também quer o olho no olho. Temos um papel muito importante na orientação à população porque o farmacêutico que conhece sua clientela há anos tem uma relação de confiança com essas pessoas. Para além de uma relação de compra e venda, lidamos com vidas. Estamos tornando a jornada do consumidor cada vez mais digital, mas também vejo a loja física ganhando um protagonismo como centro de serviços”
Fonte: Panorama Farmacêutico 02.02.2021
