Com faturamento superior a R$ 49,6 bilhões no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o grande varejo farmacêutico cresceu 17,39% em relação ao mesmo período de 2020. É o maior avanço percentual em uma década, desde a evolução de 19,4% registrada em 2011.
Como parâmetro, o setor teve incremento de 10,47% e 7,77% nos três trimestres de 2019 e 2020, respectivamente. Os números levam em conta as 26 redes que integram a Abrafarma.
“O canal farma, que já vinha ganhando relevância como espaço de consumo e conveniência, assumiu protagonismo na pandemia por ser um centro primário de atenção à saúde. Não à toa, as vendas de todas as categorias aumentaram dois dígitos, sem exceção”, comenta Sérgio Mena Barreto, CEO da entidade.
Os medicamentos responderam por 68% do volume comercializado e somaram faturamento de R$ 33,9 bilhões – 17,84% a mais do que janeiro a setembro de 2020. A maior alta percentual foi a dos medicamentos isentos de prescrição (MIPs) – 23,81%, chegando a R$ 9,6 bilhões. “Os brasileiros ampliaram sua cesta de compras de MIPs especialmente por conta da preocupação com a imunidade”, argumenta Barreto.
A operação de delivery e e-commerce segue em ascensão consistente e se aproximou dos R$ 2 bilhões de receita, o que representou um crescimento de 59,38% no período. Já os chamados não medicamentos, que contemplam itens de higiene pessoal, cosméticos e perfumaria, geraram R$ 15,6 bilhões – avanço de 16,44%.
Maior tíquete médio
Mais exigente e atento à sua saúde, o consumidor das farmácias possibilitou uma expressiva evolução no tíquete médio, que saltou de R$ 68,55 para R$ 72,18. “O cliente de hoje é muito mais digital e objetivo nas suas compras. E as farmácias ganharam relevância nesse contexto”, acrescenta Barreto.
As empresas associadas detêm um market share de 45% do setor, embora representem apenas 10% das mais de 85 mil farmácias atuantes no país.
Fonte: Panorama Farmacêutico 10.11.2021
