Com mais de 240 mil casos de dengue nas primeiras semanas de 2024, o Brasil lança uma campanha de vacinação contra a doença, enfrentando desafios devido à baixa quantidade de doses disponíveis
O Ministério da Saúde divulgou dados alarmantes nesta terça-feira (30), revelando que o Brasil já registra mais de 240 mil casos de dengue nas primeiras semanas de 2024. Esse número representa um aumento significativo em comparação ao mesmo período do ano anterior, quase cinco vezes mais casos. Diante dessa preocupante situação, o governo anunciou uma campanha de vacinação contra a doença, iniciada em fevereiro, abrangendo cerca de 500 municípios em 16 estados do país.
Embora o Brasil seja pioneiro na oferta de uma vacina contra a dengue na rede pública de saúde, enfrenta um desafio crítico: a escassez de doses. Para enfrentar essa realidade, o Ministério da Saúde estabeleceu critérios de priorização para a vacinação, começando inicialmente com pessoas de 10 a 14 anos, considerando que esse grupo apresenta o maior número de internações pela doença.
Enquanto isso, a Drogasmil surge como uma alternativa ao oferecer a vacina contra a dengue, conhecida como Qdenga, em algumas de suas unidades. Destinada a pessoas de 4 a 60 anos, a vacina é aplicada em duas doses. No entanto, a vacinação está contraindicada para pessoas imunossuprimidas, gestantes e lactantes.
Leandro Carvalho Oliveira, gerente de Estratégia Comercial da Rede d1000, destaca a importância da iniciativa do Ministério da Saúde, mas ressalta que o volume restrito de pessoas imunizadas não será suficiente para controlar efetivamente a doença. Diante do aumento expressivo nos casos, reforçar a importância da vacinação torna-se essencial para conter o avanço da dengue e preservar a saúde da população brasileira.