A EMA, agência europeia, está lançando iniciativas para melhor incorporar as considerações de saúde da mulher no desenvolvimento e na regulamentação de medicamentos.
As mulheres vivem, em média, mais tempo do que os homens, mas passam mais tempo de suas vidas com saúde mais precária. Essa disparidade se deve a aspectos sociais, bem como a lacunas na prevenção, no diagnóstico e nos tratamentos de doenças, que nem sempre atendem plenamente às necessidades específicas de saúde das mulheres – destaca a agência.
“Promover avanços na saúde da mulher é uma das minhas prioridades pessoais. Esta é uma área em que observamos um forte impulso a nível da UE e a nível global, e onde a EMA está bem posicionada para impulsionar progressos significativos e ajudar a definir um caminho claro para o futuro. Como reguladores de medicamentos, temos um papel a desempenhar para permitir o desenvolvimento de produtos mais adequados às necessidades das mulheres”, afirma a diretora executiva da EMA, Emer Cooke.
As iniciativas da EMA nesta área serão debatidas em um workshop dedicado à saúde da mulher, nos dias 28 e 29 de setembro. O workshop, transmitido ao vivo, fará um balanço das atividades em andamento em toda a UE, incluindo as da EMA, das autoridades reguladoras nacionais e de outras organizações.
Serão examinadas as lacunas de pesquisa em todo o espectro das necessidades de saúde da mulher, identificadas prioridades para fortalecer a base de evidências e apoiar pesquisas clínicas mais inclusivas. Serão exploradas novas oportunidades, com base nas contribuições de pacientes, profissionais de saúde, acadêmicos, da indústria e de parceiros globais.
A situação atual em relação à saúde da mulher é influenciada por uma combinação de fatores, incluindo a representatividade feminina em pesquisas clínicas, lacunas persistentes na compreensão das diferenças entre os sexos em relação às doenças e aos efeitos dos tratamentos, e a necessidade de melhor integrar essas diferenças no desenvolvimento e uso de medicamentos.
Como resultado, alguns tratamentos não atendem plenamente às necessidades específicas das mulheres e certas condições, como pré-eclâmpsia, sintomas da menopausa e endometriose, permanecem insuficientemente reconhecidas ou tratadas.