Empresa focará no desenvolvimento de medicamentos genéricos e biossimilares, aproveitando taxas de juros reduzidas do BNDES
A Eurofarma, uma das principais farmacêuticas do Brasil no setor de varejo, acaba de assegurar um financiamento de R$ 500 milhões do BNDES. De acordo com a Folha de S.Paulo, a empresa pretende investir especialmente no desenvolvimento de novos medicamentos genéricos e biossimilares, com ênfase na rede pública de saúde do país.
Este é o oitavo financiamento que a Eurofarma obtém do BNDES nos últimos 20 anos, sendo que o último crédito aprovado havia sido em 2011. O valor atual é quase o dobro dos R$ 274 milhões acumulados em todas as sete operações realizadas entre 2005 e 2011.
O plano de expansão da Eurofarma inclui mais de 200 novos produtos, que vão desde inovações incrementais até radicais. A empresa planeja focar em áreas como dor, diabetes e doenças cardiovasculares, além de fortalecer sua atuação em antibióticos, saúde feminina e sistema nervoso central. A concorrente EMS, que lidera o mercado de genéricos, será uma das principais referências no desenvolvimento desses novos produtos.
O centro de inovação da Eurofarma em Itapevi (SP), o maior polo de pesquisas farmacêuticas da América Latina, será o responsável pelo desenvolvimento dos novos produtos. O complexo conta com mais de 750 pesquisadores. Além disso, a empresa possui uma plataforma comercial que facilita a exportação de medicamentos para 22 países da América Latina.
A farmacêutica se beneficiará do programa BNDES Mais Inovação, que oferece financiamentos com taxas de juros reduzidas. “O governo do presidente Lula está incentivando a pesquisa e o desenvolvimento, fortalecendo a indústria nacional e ajudando a reduzir o déficit histórico da balança comercial nesse setor”, afirmou Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, em entrevista à Folha de S.Paulo.
Até julho deste ano, o BNDES liberou R$ 2 bilhões para a indústria farmacêutica, o maior valor desde 1995. Os financiamentos deste ano representam um aumento de 32% em relação a 2023, e o terceiro governo Lula tem registrado a maior média de créditos aprovados entre todos os governos brasileiros desde 1995.