A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou no dia 13 de setembro, a pré-qualificação da vacina contra a mpox desenvolvida pela Baviera Nórdica.
Este é o primeiro imunizante para a doença a receber essa certificação da entidade. A partir de agora, a vacina pode ser distribuída para países de baixa renda com surtos de mpox por meio de organismos como o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e a Aliança Mundial para Vacinas e Imunização (Gavi).
A OMS destacou que essa aprovação facilitará o acesso a um recurso crucial para comunidades com necessidades urgentes, ajudando a conter a transmissão e controlar surtos de doenças.
Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, destacou a importância dessa melhoria como um avanço significativo no controle da mpox, especialmente para os surtos na África e possíveis cenários futuros.
A vacina, destinada a pessoas com 18 anos ou mais, será administrada em duas doses com um intervalo de quatro semanas. Após o armazenamento inicial no frio, pode ser mantido entre 2 e 8 graus Celsius por até oito semanas.
Embora não esteja licenciada para menores de 18 anos, o uso da vacina pode ser considerado em crianças, adolescentes, gestantes e pessoas com sistema imunológico comprometido durante surtos, quando os benefícios são maiores que os riscos.
A OMS também orienta que em situações de surtos com disponibilidade limitada do imunizante, seja administrado uma dose única, embora a eficácia de uma única dose antes da exposição seja de 76% e o esquema completo de duas doses atinja 82%. A vacinação após a exposição ao vírus é menos eficaz.
A vacina apresentou um bom perfil de segurança e eficácia em estudos clínicos e na primeira emergência global de mpox em 2022. A OMS enfatizou a importância de continuar coletando dados sobre a segurança e eficácia do imunizante, incluindo as novas variantes do vírus.
Desde 2022, foram confirmados mais de 103 mil casos de mpox em 120 países. Apenas neste ano, foram registrados 25.237 casos e 723 mortes em surtos em 14 países africanos.