Crescimento reflete maior acesso a medicamentos e consolidação do setor.
O mercado de medicamentos genéricos no Brasil manteve seu crescimento em 2024, impulsionado pela alta demanda e pela forte presença no setor farmacêutico. Segundo a PróGenéricos, esses medicamentos representam 38% das vendas totais no país, oferecendo tratamentos para 90% das doenças conhecidas.
Os genéricos mais vendidos no Brasil De acordo com Tiago de Moraes Vicente, presidente-executivo da PróGenéricos, a losartana foi o medicamento mais comercializado, com 167,2 milhões de unidades vendidas, reforçando sua importância no tratamento da hipertensão. Na sequência, aparece:
• Losartana – 167.292.878 unidades
• Dipirona sódica – 104.901.299 unidades
• Hidroclorotiazida – 72.358.006 unidades
• Nimesulida – 71.941.593 unidades
• Tadalafila – 61.278.499 unidades
• Simeticona – 48.683.333 unidades
• Enalapril – 47.738.686 unidades
• Sildenafila – 43.736.086 unidades
• Atenolol – 43.333.267 unidades
• Sinvastatina – 41.330.555 unidades
Além do alto volume de vendas, os genéricos garantem um desconto médio de 67% em relação aos medicamentos de referência, gerando uma economia acumulada de mais de R$ 329 bilhões desde 2000.
Regiões e estados com maior consumo O Sudeste continua como a região com maior consumo de genéricos, com 1,08 bilhão de unidades vendidas, seguido pelo Nordeste (496,8 milhões) e Sul (330,6 milhões).
Entre os estados, São Paulo lidera com 511 milhões de unidades vendidas (23,36%), seguido por Minas Gerais (298,7 milhões, 13,66%) e Rio de Janeiro (231,9 milhões, 10,6%).
Confiança dos consumidores fortalece o setor Com 92,7% dos consumidores desejando substituir medicamentos de referência por genéricos, o segmento reforça sua alternativa e acessibilidade. Além disso, 85% dos medicamentos distribuídos pelo Programa Farmácia Popular são genéricos, ampliando o alcance da população a tratamentos essenciais.
O desempenho de 2024 reafirma a consolidação dos genéricos como uma alternativa de qualidade e custo-benefício, garantindo maior acesso à saúde e redução dos gastos dos brasileiros com medicamentos.