Análise da Clarivate reúne fármacos inovadores com potencial para revolucionar tratamentos e impulsionar o mercado farmacêutico nos próximos anos.
Um levantamento da consultoria Clarivate identificou 11 medicamentos com alto potencial para se destacarem em 2025 e conquistarem posições de liderança em vendas até 2030. A seleção foi baseada em entrevistas com mais de 160 especialistas do setor, que avaliaram não apenas o desempenho comercial, mas também o impacto clínico dessas terapias em escala global. As informações foram divulgadas pelo portal Contract Pharma.
A lista reúne medicamentos já aprovados em alguns mercados e em fase de expansão internacional, além de candidatos que prometem avanços significativos em suas respectivas áreas terapêuticas.
Entre os destaques está o Awiqli (insulina icodec), da Novo Nordisk, indicado para diabetes tipo 1 e 2. Sua aplicação semanal representa um avanço importante para a adesão ao tratamento e já está disponível em países como Brasil, Dinamarca, Estados Unidos, Austrália, Canadá, China e Japão.
Ainda da Novo Nordisk, o CagriSema (cagrilintida + semaglutida) é apontado como um potencial revolucionário no tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2, unindo benefícios de receptores GLP-1 e amilina.
Outro destaque é o Cobenfy (KarXT; xanomelina-trospium), da Bristol Myers Squibb, que traz o primeiro mecanismo novo em três décadas para o tratamento da esquizofrenia e psicose relacionada ao Alzheimer, já aprovado nos Estados Unidos.
Para dermatite atópica, o Ebglyss (lebrikizumabe), das farmacêuticas Eli Lilly e Almirall, promete um tratamento mais personalizado, com base na inibição da citocina IL-13.
No campo das doenças raras, o Fitusiran, da Alnylam Pharmaceuticals em parceria com a Sanofi, surge como uma importante terapia para hemofilia A e B, com resultados promissores na fase 3 de estudos clínicos.
A GSK também marca presença com sua candidata à vacina MenABCWY (GSK-3536819), capaz de proteger contra cinco grupos de meningite, um avanço importante no combate à doença.
Já o IMDELLTRA (tarlatamabe-dlle), da Amgen, é o primeiro medicamento indicado para câncer de pulmão de pequenas células em estado extensivo, permitindo que as células T ataquem diretamente o tumor.
A Moderna aparece na lista com o mRESVIA (mRNA-1345), vacina aprovada pela FDA contra o vírus sincicial respiratório (RSV), especialmente indicada para idosos.
Outro nome promissor é o SEL-212, desenvolvido por Sobi e Cartesian Therapeutics, voltado ao tratamento da gota com aplicação mensal e tecnologia para evitar a formação de anticorpos antidrogas.
O Vepdegestrant (ARV-471), fruto da colaboração entre Arvinas e Pfizer, representa uma inovação no tratamento do câncer de mama, atuando como degradador de proteínas via tecnologia Protac.
Por fim, o Zanzalintinib (XL092), da Exelixis, é apontado como inibidor oral de tirosina quinase de nova geração, com foco no tratamento de carcinoma de células renais, câncer colorretal e câncer de cabeça e pescoço.
Essa lista reforça o dinamismo da indústria farmacêutica global e aponta oportunidades estratégicas para empresas que buscam liderança em um mercado cada vez mais competitivo.