O mercado farmacêutico brasileiro demonstrou um crescimento substancial em 2024, alcançando um faturamento de R$ 160,7 bilhões, o que representa um aumento nominal de 12,8% em comparação ao ano anterior.
Os dados, detalhados na 8ª edição do Anuário Estatístico do Mercado Farmacêutico, divulgado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), refletem um setor dinâmico e diversificado.
O volume de produtos comercializados também cresceu de forma expressiva, superando a marca de 6,07 bilhões de embalagens, um avanço de 5,3% sobre 2023. Esse resultado foi impulsionado pela atuação de 226 empresas, com 14.185 tipos de apresentações e quase 7 mil nomes comerciais disponíveis no mercado. A pluralidade do setor é notável, com 1.905 princípios ativos distintos distribuídos em centenas de subclasses terapêuticas.
Panorama regulatório e destaques do mercado
A CMED, no papel de reguladora, estimula a competitividade e a oferta de medicamentos, garantindo a assistência farmacêutica à população. O anuário destaca um mercado dual: enquanto produtos de baixo custo dominam em volume, medicamentos de alto valor, como os biológicos, têm um impacto econômico significativo. O preço médio dos produtos varia amplamente, com os biológicos custando em média R$ 489,35, enquanto os genéricos, com preço médio de R$ 7,84, reforçam seu papel no acesso à saúde.
Outro ponto de destaque é a performance dos diferentes tipos de registro sanitário:
• Biológicos: Cresceram 25,9% em faturamento.
• Genéricos: Atingiram 2,75 bilhões de unidades vendidas, com aumento de 11% em volume.
• Produtos novos: Tiveram faturamento de R$ 53,1 bilhões, mantendo a estabilidade em volume.
Os canais de distribuição também mostraram tendências claras. Os distribuidores foram responsáveis pela maior parte do faturamento, com R$ 99,9 bilhões, e o canal governamental teve o maior crescimento proporcional, com um aumento de 24,6% em faturamento. Entre os princípios ativos que se destacaram pelo faturamento, estão o pembrolizumabe, a semaglutida, o trastuzumabe e a dapagliflozina, enquanto em volume, cloreto de sódio, dipirona e metformina continuam entre os mais vendidos.