Plano de ação foca na gestão por risco e eficiência operacional para reduzir filas e ampliar o acesso da população a novas terapias
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu início à implementação de um plano de ação estratégico para reduzir o passivo de processos de registro de medicamentos no país. A iniciativa, apresentada pela Segunda Diretoria da agência, combina medidas de curto e longo prazo baseadas em diagnóstico de dados e priorização por risco. O objetivo central é otimizar a capacidade analítica das gerências técnicas (GGMED e GGBIO), garantindo que tratamentos seguros e eficazes cheguem ao mercado com maior agilidade e previsibilidade.
De acordo com a diretora Daniela Marreco, a modernização dos fluxos de trabalho busca promover ganhos estruturais de eficiência regulatória sem comprometer o rigor técnico das análises sanitárias. O plano prevê a reorganização das equipes internas e o monitoramento sistemático de indicadores para enfrentar gargalos históricos. A estratégia foca na gestão ativa de riscos, permitindo que a agência direcione esforços para petições de maior impacto para a saúde pública, mantendo o padrão de qualidade exigido pelo setor.
Parceria com o setor regulado e fluidez processual
Um pilar fundamental do novo modelo é a colaboração direta com a indústria farmacêutica. A Anvisa reforça que a qualidade das submissões e a celeridade das empresas no cumprimento de exigências técnicas são determinantes para o ritmo das aprovações. Ao reduzir o retrabalho causado por documentações incompletas, a agência espera conferir maior fluidez aos processos de registro, transformando a relação com o setor regulado em uma parceria orientada por resultados.
Com o anúncio feito durante a 6ª Reunião Pública da Diretoria Colegiada de 2026, a autarquia reafirma seu compromisso em aprimorar o ambiente de negócios e a assistência à saúde no Brasil. A expectativa é que a redução consistente no tempo de tramitação dos processos fortaleça a competitividade do mercado nacional e garanta que a inovação terapêutica seja disponibilizada aos pacientes de forma oportuna, consolidando a Anvisa como um órgão regulador ágil e resiliente.