A variante do coronavírus descoberta na África do Sul pode estar escapando da vacina da Pfizer / BioNTech, de acordo com um estudo de dados reais conduzido em Israel.
Conhecida como variante B.1.351, a mesma foi considerada responsável por cerca de 1% de todos os casos de COVID-19 entre as pessoas estudadas, de acordo com resultados que ainda não foram revisados por pares.
Mas entre os pacientes que receberam duas doses da vacina, a prevalência da variante foi oito vezes maior do que em pessoas não vacinadas, ou seja, 5,4% contra 0,7%.
Os resultados sugerem que a vacina é menos eficaz contra a variante sul-africana em comparação à variante encontrada na Grã-Bretanha, que abrange quase todos os casos em Israel.
No entanto, existem ressalvas – o estudo teve uma amostra pequena de pessoas infectadas com a variante sul-africana.
A pesquisa não teve como objetivo medir a eficácia geral da vacina contra qualquer variante em particular e olhou apenas para pessoas que já testaram positivo para a doença, não as taxas gerais de infecção.
A Pfizer não comentou publicamente sobre o estudo, informou a Reuters.
Dados de testes atualizados da Pfizer e BioNTech anunciados no início do mês mostraram que a injeção é cerca de 91% eficaz na prevenção da doença.
As empresas disseram que a vacina poderia ser atualizada rapidamente para combater as variantes emergentes, com os reguladores preparados para aceitar estudos menores, uma vez que a segurança já foi estabelecida em ensaios mais amplos e configurações reais.
A vacina é baseada em um código de RNA para a proteína Spike encontrada na superfície do vírus SARS-CoV-2.
Adi Stern, professor associado da Universidade de Tel Aviv, disse à Reuters que a variante do Reino Unido pode estar “bloqueando” a propagação da cepa sul-africana.
“Mesmo se a variante sul-africana estiver escapando à proteção da vacina, ela não se espalhou amplamente pela população”, disse ele.
Cerca de 53% da população de 9,3 milhões de Israel recebeu ambas as doses da vacina Pfizer.
As taxas de infecção, doenças graves e hospitalizações caíram drasticamente no país, que recentemente começou a reabrir sua economia.
Fonte: pharmaphorum.com 12.04.2021
