O estudo foi publicado na revista científica internacional Nutrients com o título: “Effects of Bovine Colostrum with or without Egg on In Vitro Bacterial-Induced Intestinal Damage with Relevance for SIBO and Infectious Diarrhea”
A PanTheryx, maior empresa mundial de nutrição e de biotecnologia de soluções à base de colostro, anunciou a publicação, na revista científica Nutrients de um novo estudo intitulado “Effects of Bovine Colostrum with or without Egg on In Vitro Bacterial-Induced Intestinal Damage with Relevance for SIBO and Infectious Diarrhea”. O estudo in vitro observou que o colostro bovino (proveniente da vaca) fortalece o revestimento da parede intestinal quando ele se encontra enfraquecido pela presença de bactérias características do supercrescimento bacteriano do intestino delgado (SIBO). O colostro bovino aumenta as proteínas celulares que unem as células da superfície intestinal e que são responsáveis por manter a função de barreira do intestino, caracterizando-se, portanto, como uma abordagem natural para o aumento da permeabilidade intestinal (condição também conhecida como intestino permeável).
“É normal a existência de algumas bactérias no intestino delgado, no entanto, caso se tornem excessivas, os indivíduos podem sofrer diversas complicações, as quais incluem inchaço, flatulência, diarreia e desconforto abdominal”, explicou o Dr. Raymond Playford, PhD, FRCP, gastroenterologista clínico, investigador principal e vice-presidente de P&D, da PanTheryx. “Estou entusiasmado com as descobertas deste estudo, pois mostram o poderoso efeito que o colostro bovino exerce na manutenção da integridade do intestino, promovendo a normalização da função de barreira do revestimento intestinal e – no âmbito molecular – estimula a capacidade natural do corpo de agregar as células da superfície intestinal, mantendo a barreira entre intestino e corrente sanguínea.”
Destaques do estudo
Os pesquisadores avaliaram os efeitos do colostro bovino, do ovo, ou da associação entre ambos, no crescimento bacteriano, nas mudanças induzidas por bactérias na resistência elétrica transepitelial (RET) e na translocação bacteriana através de monocamadas de células intestinais humanas Caco-2. A presença de bactérias associadas ao SIBO pode causar um enfraquecimento das defesas naturais do revestimento intestinal, permitindo que componentes presentes no lúmen intestinal, que normalmente não atravessam a barreira do intestino, alcancem a circulação sanguínea. O colostro bovino solucionou esse problema por meio do fortalecimento das células intestinais e da manutenção das proteínas responsáveis pelo contato célula-célula (chamadas de junções de oclusão), evitando, assim, o vazamento excessivo do conteúdo luminal através da camada de revestimento do intestino, que atua como uma barreira natural. O uso do colostro bovino isolado mostrou-se tão efetivo quanto a sua utilização em combinação com ovo.
O estudo in vitro utilizou colostro bovino em pó pasteurizado, coletado nas primeiras 24 horas após o parto, e um ovo de galinha em pó comercial. O colostro continha 48g de proteína e 15g de imunoglobulina G (IgG) por 100g de pó, e o ovo em pó continha 51g de proteína e aproximadamente 1g de IgY por 100g de pó. Os pesquisadores quantificaram quantas bactérias cruzaram a camada da barreira intestinal, bem como acompanharam a integridade da camada de barreira mensurando a resistência elétrica transepitelial.
“Embora o colostro bovino não tenha matado diretamente as bactérias neste estudo, ele fortaleceu a barreira intestinal natural contra o estresse causado pelas bactérias”, continuou o Dr. Playford. “Tenho esperança de que mais estudos sejam conduzidos para explorar ainda mais os benefícios do colostro bovino à saúde em condições como o SIBO e o intestino permeável.”