O consumo global de suplementos, que já vinha registrando aumento de vendas nos últimos anos, foi impactado positivamente pela pandemia de Covid-19, especialmente para apoiar a saúde imunológica e o bem estar, atingindo US$ 119,66 bilhões em 2020, um crescimento de 10,8% em relação ao ano anterior, segundo a Fortune Business Insights, que estima que o aumento nas vendas tenha sido 8,3% em 2021, totalizando US$ 129,6 bilhões.
No Brasil, os suplementos deverão atingir quase R$ 3 bilhões este ano, registrando uma elevação de 12%, na previsão da ABIAD. Em 2020, de acordo com estudo da entidade, 59% dos lares brasileiros tinham ao menos uma pessoa consumido suplementos.
Saúde Imunológica
Mais especificamente sobre o mercado de suplementos para a saúde imunológica, a Fatpos Global divulgou um relatório que prevê que as vendas desses produtos, que alcançaram US$ 16,24 bilhões em 2020, deverão registrar um crescimento médio ao ano de 6,5% para atingir US$ 30,93 bilhões até 2030. De acordo com o estudo, a avaliação é que esse mercado prospere devido à crescente conscientização relacionada a questões de saúde, tendências de bem-estar e mudança de rotinas. “Além disso, a necessidade de suplementos de saúde baseados em imunidade crescerá à medida que a população envelhece, a fim de prevenir ou tratar doenças existentes”, diz o estudo.
A saúde imunológica também foi o terceiro claim que mais cresceu no mundo entre suplementos alimentares entre 2015 e 2019 (17%), de acordo com levantamento da Innova Market, ficando atrás apenas de saúde das articulações e de energia/ânimo.
Em pesquisa realizada pela Mintel em 2020 no Brasil, 36% dos entrevistados afirmaram ter ampliado o consumo de alimentos, bebidas ou ingredientes com benefícios à imunidade.
O fato é que consumidores de todo o mundo estão sentindo a necessidade de fortalecer seus sistemas imunológicos para evitar as consequências negativas não apenas de doenças infecciosas, mas também de problemas crônicos que surgem com o processo natural do envelhecimento.
O relatório da FSB aponta que as vitaminas respondem por mais de 35% das vendas, seguidas dos minerais, mas vislumbra oportunidades para outros ingredientes: “Na esteira do surto da pandemia de COVID-19, os consumidores estão buscando esses produtos para desenvolver o sistema de defesa natural do organismo. Espera-se que descobertas e inovações recentes de antioxidantes específicos para produtos que aumentam a imunidade criem novas oportunidades para fabricantes de vitaminas e suplementos”.
A vez das proteínas
Assim como as vitaminas e minerais lideraram a primeira onda de suplementos de imunidade, as proteínas estão emergindo como nutrientes importantes. O potencial para os peptídeos de colágeno específicos é um bom exemplo do que se pode esperar da próxima geração de produtos de imunidade.
Sandra Lucchetti, gerente de marketing para a América do Sul da Gelita
Sandra Lucchetti, gerente de marketing para a América do Sul da Gelita, referência mundial em peptídeos bioativos de colágeno, destaca a relação em entre os tecidos conjuntivos ricos em colágeno e a imunidade. “A pele, por exemplo, é a barreira mais importante do corpo e a primeira linha de defesa na proteção da saúde imunológica. Os ossos são ricos em colágeno e todas as células do sistema imunológico derivam da medula óssea. As células ósseas também regulam a atividade das células imunes e vice-versa, em uma interação osso-sistema imunológico. Menos conhecido é o papel da matriz extracelular de todo o corpo, também um componente-chave da camada dérmica da pele, onde vive a maioria das células imunes”.
Peptídeos de colágeno
Entretanto, Sandra pontua que a ciência já comprovou que nem todos os peptídeos apresentam perfis otimizados para estimulação dos tecidos envolvidos na resposta imunológica. Por isso, a Gelita desenvolveu e lançou em 2021 o peptídeo bioativo de colágeno IMMUPEPT™. A novidade veio se somar ao portfólio de especialidades de colágeno da empresa capazes de colaborar com diferentes funções fisiológicas.
O IMMUPEPT™, segundo Sandra, apresenta perfis de peptídeos otimizados para estimulação dos tecidos conjuntivos ricos em colágeno envolvidos na resposta imunológica, proporcionando uma abordagem mais holística ao suporte dos mecanismos de defesa naturais do organismo humano.
A Gelita oferece duas soluções para a saúde imunológica, o IMMUPEPT™ 25 e IMMUPEPT™ 50. Ambos têm efeito positivo na modulação de três fatores-chave para uma resposta imunológica eficaz. O primeiro fator é a resposta inflamatória pelo potencial de reduzir as citocinas pró-inflamatórias. O segundo é a prevenção dos danos em tecidos, com a redução de enzimas degenerativas da matriz celular. Complementando, o terceiro fator é combater o estresse oxidativo, já que a tecnologia é capaz de reduzir as espécies reativas do oxigênio (radicais livres) e, consequentemente, a inflamação.
Sandra explica que o diferencia no modo de ação de cada uma das versões disponíveis é que o IMMUPEPT™ 25 estimula de forma otimizada os queratinócitos, que são as células que mantêm a barreira de defesa da pele, e os fibroblastos, que regulam de forma otimizada a biossíntese de diversas proteínas da matriz extracelular funcionais envolvidas na resposta imune. “Já o IMMUPEPT™ 50, além dessas ações, oferece um benefício adicional por meio de peptídeos específicos, que estimulam as células de remodelação que mantêm ossos saudáveis. Com isso, estimula a melhor interação entre os sistemas imunológico e ósseo”.
Em 2021, a GELITA compartilhou dados pré-clínicos do Collagen Research Institute (CRI) sobre os peptídeos de colágeno bioativos IMMUPEPT™. “Os testes identificaram o potencial para modulação imunológica nos três fatores-chave para uma resposta imunológica eficaz: redução na inflamação, nos danos ao tecido e no estresse oxidativo”, afirma Sandra. As conclusões do estudo sobre a ação de IMMUPEPT™, bem como abordagem detalhada do papel do colágeno na saúde imunológica, foram abordados em um webinar realizado em janeiro de 2021, disponível sob demanda no site.
O colágeno desvendado
“Com mais de 140 anos de histórico de inovação para os segmentos de alimentos, farmacêutico, saúde e nutrição e aplicações técnicas, a GELITA busca continuamente por novas soluções que estimulam células humanas envolvidas na biossíntese do colágeno em diferentes funções fisiológicas, a partir de um processo de produção controlado de colágeno”, ressalta Sandra, citando como exemplo o VERISOL®, que estimula os fibroblastos para a saúde da pele e o FORTIGEL®, indicado para a saúde articular por estimular os condrócitos. O portfólio da empresa também conta com o FORTIBONE® para a saúde óssea, o BODYBALANCE® para o tônus muscular e TENDOFORTE® para fortalecer ligamentos e tendões.
“O lançamento de IMMUPEPT™ permite que empresas de alimentos, saúde e nutrição desenvolvam a próxima geração de suplementos para a saúde imunológica, respondendo à tendência crescente por produtos que o auxiliem o sistema imunológico”, finaliza Sandra Lucchetti.
Com sede em Eberbach, na Alemanha, a Gelita é líder global na fabricação e fornecimento de gelatina e colágeno e está presente nos cinco continentes. No Brasil possui três unidades no Brasil – Cotia (SP), Mococa (SP) e Maringá (PR).
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