Foi um bom ano para ser uma empresa farmacêutica, especialmente uma que surgiu com um produto para combater o COVID-19.
Nenhuma empresa obteve mais receita com produtos COVID do que a Pfizer. Abastecido pela Comirnaty, a Pfizer quase dobrou sua linha de topo.
A Johnson & Johnson precisava de um aumento saudável de 14% na receita para ficar confortavelmente na frente da Pfizer e permanecer no primeiro lugar, onde reside desde 2012. Mas esse reinado está em risco este ano, já que a Pfizer está projetando vendas combinadas de US$ 54 bilhões da Comirnaty e seu tratamento oral COVID-19, Paxlovid.
Surpreendentemente, em 2021 nenhuma das 20 maiores empresas teve uma queda de receita. Os menores aumentos foram registrados pela Amgen (2%) e pela Novartis (4%), enquanto todas as outras empresas da lista tiveram um ganho de pelo menos 5%.
1 – Johnson & Johnson
Receita em 2021: US$ 93,77 bilhões
Crescimento/ano anterior: 13%
A divisão farmacêutica respondeu por US$ 52 bilhões desse total, o que representou um crescimento de 13,6%. As âncoras foram o medicamento para mieloma múltiplo Darzalex, o blockbuster de imunologia Stelara e a vacina contra a Covid-19
2 – Pfizer
Receita em 2021: US$ 81,29 bilhões
Crescimento/ano anterior: 94%
A vacina contra a Covid-19 da Pfizer gerou US$ 37 bilhões, contribuindo com quase metade da receita total de US$ 81,3 bilhões registrados pela companhia em 2021. Outra frente de combate ao novo coronavírus é a sua pílula antiviral Paxlovid.
3 – Roche
Receita em 2021: US$ 68,70 bilhões
Crescimento/ano anterior: 8%
No ano passado, as vendas farmacêuticas da Roche aumentaram 8%, com o impulso das áreas de esclerose múltipla (Ocrevus) e hemofilia (Hemlibra).
4 – AbbVie
Receita em 2021: US$ 56,2 bilhões
Crescimento/ano anterior: 23%
A AbbVie faturou US$ 20,7 bilhões só com a superestrela da imunologia Humira, que deve enfrentar uma série de concorrência de biossimilares no próximo ano.
5 – Novartis
Receita em 2021: US$ 51,63 bilhões
Crescimento/ano anterior: 6%
O anti-inflamatório Cosentyx e o remédio para o coração Entresto continuaram a puxar o avanço do ano, com vendas de US$ 4,72 bilhões e US$ 3,55 bilhões, respectivamente.
6 – MSD
Receita em 2021: US$ 48,7 bilhões
Crescimento/ano anterior: 1%
Alcançar um ganho de receita em 2021 não foi tarefa fácil para a MSD, que deu adeus a produtos que geraram US$ 6,3 bilhões em vendas no ano anterior, nas áreas de saúde feminina e biossimilares. A compensação foi um aumento repentino do Molnupiravir, antiviral usado contra a Covid-19.
7 – Bristol Myers Squibb (BMS)
Receita em 2021: US$ 46,4 bilhões
Crescimento/ano anterior: 9%
Para a Bristol Myers Squibb, o Revlimid, herdado da Celgene, gerou US$ 12,82 bilhões no ano passado, representando 27,6% do total da companhia. Mas desde o início de março, enfrenta seus primeiros concorrentes genéricos.
8 – GlaxoSmithKline (GSK)
Receita em 2021: US$ 45,98 bilhões
Crescimento/ano anterior: 5%
Desde 2014, quando adquiriu a operação de vacinas da Novartis, a GSK ampliou em mais de US$ 36 bilhões seu faturamento.
9 – Sanofi
Receita em 2021: US$ 44,67 bilhões
Crescimento/ano anterior: 14%
As vendas anuais da Sanofi foram impulsionadas pelo segmento de imunologia, com o Dupixent, e pela divisão de vacinas.
10 – AstraZeneca
Receita em 2021: US$ 37,42 bilhões
Crescimento/ano anterior: 41%
A AstraZeneca obteve importantes ganhos com a divisão de imunologia, após concluir a aquisição da Alexion. A venda de vacinas também teve destaque, representando mais de 10% do faturamento.
11 – Takeda
Receita em 2021: US$ 31,55 bilhões
Crescimento/ano anterior: 8%
A Takeda tem rotulado 2021 como um “ano de inflexão”, depois que a indústria farmacêutica japonesa vendeu alguns ativos considerados não essenciais, incluindo medicamentos contra o diabetes.
12 – Eli Lilly
Receita em 2021: US$ 28,32 bilhões
Crescimento/ano anterior: 15%
A Lilly teve um salto de 15% na receita por conta, sobretudo, dos anticorpos contra a Covid-19.
13 – Bayer
Receita em 2021: US$ 28,23 bilhões
Crescimento/ano anterior: 10%
O incremento de 10% da Bayer teve como principal motor o desempenho do Eylea, medicamento para o tratamento da degeneração ocular.
14 – Gilead Sciences
Receita em 2021: US$ 27,3 bilhões
Crescimento/ano anterior: 11%
A Covid-19 representou uma oportunidade para Gilead, em função do antiviral Veklury, com US$ 5,6 bilhões em vendas.
15 – Amgen
Receita em 2021: US$ 25,98 bilhões
Crescimento/ano anterior: 2%
O acordo de cooperação da Amgen com a Eli Lilly para produzir anticorpos contra a Covid-19 impulsionou o aumento.
16 – Boehringer Ingelheim
Receita em 2021: US$ 24,36 bilhões
Crescimento/ano anterior: 5%
Sem a ajuda de um produto significativo para combater o COVID-19, a empresa alemã tem mostrado rara estabilidade em sua linha de topo em cada um dos últimos três anos.
17 – Novo Nordisk
Receita em 2021: US$ 22,38 bilhões
Crescimento/ano anterior: 14%
A franquia de semaglutida da Novo Nordisk continuou a subir em 2021, expandindo-se em diabetes e entrando na perda de peso com uma aprovação histórica da obesidade em junho.
18 – BioNTech
Receita em 2021: US$ 22,44 bilhões
Crescimento/ano anterior: 2.200%
É difícil imaginar qualquer empresa superando a explosão de 2.200% alimentada pela vacina COVID-19 da Moderna em receita de 2.200% entre 2020 e 2021. Mas medido por uma mudança percentual, o salto de 38 vezes da BioNTech foi ainda maior.
19 – Moderna
Receita em 2021: US$ 18,47 bilhões
Crescimento/ano anterior: 2.000%
Em 2020, depois de correr para a frente do pacote na corrida global de vacinas COVID-19, a empresa entregou US$ 803 milhões em vendas à medida que sua distribuição de vacinas começou. Mas era 2021 quando a Moderna realmente atingiu seu passo.
20 – Viatris
Receita em 2021: US$ 17,81 bilhões
Crescimento/ano anterior: 3%
A Viatris, nascida no final de 2020 da união da unidade Upjohn da Mylan e da Pfizer, registrou US$ 17,81 bilhões em seu primeiro ano completo de vendas.
Fonte: Fiercepharma 12.04.2022
