Segmentos de dermocosméticos, suplementos e saúde sexual fortalecem papel das farmácias como pontos de cuidado integral.
O mercado brasileiro de beleza, higiene e cuidados pessoais continua a se consolidar como um dos principais pilares do consumo no país, reforçando sua sinergia com o varejo farmacêutico. De acordo com dados da ABIHPEC, a produção nacional predominante contribui para a competitividade e amplia a capilaridade da oferta no território brasileiro.
O Brasil ocupa o terceiro lugar global em consumo de produtos de beleza e cuidados pessoais, com participação estimada em 5,8% e faturamento aproximado de US$ 37,4 bilhões, segundo o Euromonitor, atrás apenas de Estados Unidos e China. Além disso, o país se destaca em inovação, figurando na quarta posição mundial em lançamentos de produtos, de acordo com a Mintel, com forte presença em fragrâncias, desodorantes, produtos masculinos, cuidados infantis, proteção solar, higiene oral e cuidados capilares.
Impacto no varejo farmacêutico
Esse protagonismo se reflete diretamente no varejo farmacêutico. Dados da IQVIA mostram que, embora os medicamentos continuem como principal fonte de receita, o crescimento do setor é cada vez mais impulsionado pela diversificação do mix.
Produtos ligados ao bem-estar, como dermocosméticos, saúde sexual, cuidados ao paciente e itens de autosserviço, têm ganhado relevância, acompanhando mudanças no comportamento do consumidor e consolidando a farmácia como um espaço de cuidado integral.
Um levantamento da Close-Up International aponta que o mercado de bem-estar no Brasil apresentou avanço de 10,2% nos 12 meses encerrados em agosto de 2025, mesmo com desaceleração em relação ao crescimento de 16,4% do período anterior, elevando o faturamento do segmento a mais de R$ 48 bilhões.
Categorias e líderes de mercado
O crescimento foi liderado por dermocosméticos (33% da receita), suplementos vitamínicos e sais minerais (22%) e produtos de beleza (16,6%). Entre as categorias, saúde sexual teve o maior avanço (26,4%), enquanto produtos de beleza registraram crescimento mais modesto (1,6%).
