Levantamento estratégico vai apoiar a Iniciativa Nacional de Inovação Radical e fortalecer tecnologias disruptivas para o SUS e a indústria farmacêutica.
O Brasil dá um passo decisivo para fortalecer sua capacidade de inovação em saúde. A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE) do Ministério da Saúde acabar de lançar o Panorama Setorial de Inovações Radicais em Saúde, uma pesquisa estratégica que vai orientar a construção da Iniciativa Nacional de Inovação Radical em Saúde, programa de longo prazo voltado a transformar ciência e tecnologia em soluções concretas para o Sistema Único de Saúde (SUS) e para a sociedade.
Com a coleta de 27 de janeiro a 9 de fevereiro de 2026, o levantamento conta com o apoio do Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos), responsável pela execução da pesquisa por meio de sua Central de Pesquisas.
O levantamento busca oferecer um diagnóstico qualificado do setor produtivo, essencial para alinhar políticas públicas, instrumentos de fomento e modelos de parceria à realidade da indústria farmacêutica instalada no país. Ao reunir informações estratégicas das empresas, a pesquisa se posiciona como um dos pilares iniciais da iniciativa liderada pela SCTIE, que tem como foco impulsionar inovações de alto impacto e ampliar a soberania sanitária e tecnológica nacional.
A Iniciativa Nacional de Inovação Radical em Saúde nasce com o propósito de acelerar o desenvolvimento de tecnologias disruptivas, especialmente em novas moléculas, terapias avançadas, dispositivos médicos e biotecnologias estratégicas. A proposta é articular, de forma integrada, governo, academia, setor produtivo, instituições reguladoras e sociedade civil.
Um dos diferenciais da iniciativa é o acompanhamento de todo o ciclo de desenvolvimento, desde a descoberta científica até a inserção de produtos no mercado e no SUS. O objetivo é superar o chamado “vale da morte” entre a pesquisa e a aplicação prática, oferecendo suporte técnico, regulatório e financeiro a projetos em diferentes níveis de maturidade tecnológica, do TRL 2 ao TRL 9.
A estrutura prevista inclui governança integrada, com comitês científico, regulatório e de negócios, além de infraestrutura tecnológica avançada. O CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais) é destacado como primeiro hub âncora, somando esforços com uma regulação antecipatória que envolve Anvisa, Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) e INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) desde fases iniciais dos projetos.