Pesquisa aponta que longevidade e saúde mental impulsionam busca por autocuidado e inovação no mercado farmacêutico nacional
Um levantamento da Ipsos, realizado em fevereiro de 2026, posiciona a saúde como a terceira maior preocupação da população brasileira (38%), superada apenas por criminalidade e corrupção. O estudo Ipsos Global Trends destaca que o Brasil e o Reino Unido lideram o cenário internacional na menção constante ao tema. Segundo Diego Pagura, CEO da Ipsos no Brasil, essa tendência de “saúde consciente” é alimentada pelo envelhecimento demográfico e pelo amplo acesso a informações, consolidando a longevidade como pauta prioritária no país.
Os dados refletem um consumidor altamente engajado e independente: 59% dos brasileiros esperam atingir os 100 anos, índice significativamente superior à média global de 38%. Além disso, 90% dos entrevistados reconhecem a necessidade de ampliar os cuidados com o bem estar mental, tema considerado o maior desafio de saúde pública para 52% da população. Esse comportamento reflete uma mudança na relação com a medicina tradicional, onde 76% dos brasileiros buscam informações por conta própria e 73% frequentemente tomam decisões de saúde sem consulta prévia.
Adoção de tecnologias e foco em prevenção
A abertura do público brasileiro à inovação tecnológica é evidenciada pelo alto nível de conhecimento sobre terapias modernas. Enquanto a média global de familiaridade com as “canetas emagrecedoras” (análogos de GLP-1) é de 36%, no Brasil esse índice alcança 58%. A preocupação com o controle de peso atinge 65% da população, em consonância com o interesse crescente por suplementos, proteínas e soluções que favoreçam a saúde preventiva.
Para a indústria de alimentos e o setor farmacêutico, essa postura ativa do consumidor representa uma oportunidade estratégica de mercado. A análise apresentada em evento conjunto com o Sindusfarma reforça que o paciente brasileiro está cada vez mais orientado pela lógica da prevenção e da longevidade. Empresas que priorizarem soluções voltadas ao gerenciamento proativo da saúde tendem a consolidar maior relevância em um ambiente onde o autocuidado se tornou um pilar central da rotina urbana.