Um projeto liderado pela Universidade Federal de Santa Catarina, em parceria com a empresa Farma Service Bioextract, investiga a presença e os efeitos de compostos de protetores solares no ambiente marinho da Ilha de Santa Catarina.
A iniciativa realiza coletas em oito pontos ao redor da ilha, analisando ao longo do ano amostras de água do mar, além de tecidos de peixes e ostras. Os resultados já indicam a presença de moléculas fotoprotetoras no ecossistema, com variações sazonais — níveis mais altos no verão e redução no inverno.
O estudo também busca aprimorar a qualidade, segurança e eficácia desses compostos, ao mesmo tempo em que avalia seus impactos ambientais. Substâncias como oxibenzona e octinoxato, amplamente utilizadas, são apontadas como persistentes e potencialmente nocivas à fauna marinha.
Além do diagnóstico ambiental, o projeto pretende estimular o desenvolvimento de novas formulações mais sustentáveis, incluindo filtros minerais e tecnologias que reduzam a toxicidade e aumentem a estabilidade dos produtos, alinhando inovação farmacêutica e preservação ambiental.