Mais um recorde para os negócios das grandes redes de farmácias.
O setor ultrapassou R$ 85 bilhões de faturamento nos últimos 12 meses até junho, quebrando o recorde de receita de R$ 80 bi – contabilizado no ano passado. O resultado já estimula uma projeção de R$ 90 bilhões acumulados em 2023.
Os indicadores são baseados nas 30 maiores bandeiras do varejo farmacêutico nacional, representadas pela Abrafarma, a partir de levantamento encomendado à FIA-USP. Juntas, essas empresas movimentaram R$ 85,18 bi entre julho do ano passado e julho de 2022, contra R$ 73,82 bi do mesmo intervalo anterior. O crescimento foi de 15,4%.
Os medicamentos genéricos foram os principais motores do avanço do grande varejo farmacêutico e, pela primeira vez, totalizaram dois dígitos de faturamento. O volume de R$ 10,15 bilhões representou uma evolução de 20,2%. A categoria responde por 12% de tudo o que é comercializado nos PDVs.
“Embora conviva com os impactos da inflação e dos juros, os brasileiros não deixaram de frequentar a farmácia e buscar tratamentos medicamentosos. Tanto que detectamos mais de 1,11 milhão de atendimentos, 7,8% a mais do que nos 12 meses anteriores. A população claramente adaptou sua cesta de consumo e incorporou mais genéricos à sua rotina”, acredita Sergio Mena Barreto, CEO da Abrafarma.
Outro segmento em ascensão, os produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos somaram R$ 26,88 bilhões de faturamento nas farmácias – alta de 17%. Essa categoria equivale a 32% do volume de negócios das grandes redes. “O varejo farmacêutico firmou-se como canal de conveniência, permitindo aos clientes cumprir sua jornada de compra em um só espaço”, avalia Barreto.
Os medicamentos em geral apresentaram R$ 58,29 bilhões e ainda formam a fatia majoritária dos negócios – 68%.
Fonte: Panorama Farmacêutico 11.08.2023
