Crescimento é impulsionado por terapias não insulínicas e uso off-label de medicamentos consagrados
O mercado global de tratamentos para diabetes tipo 1 deve atingir US$ 9,9 bilhões até 2033, segundo relatório da GlobalData. O avanço, que representa uma taxa de crescimento anual composto (CAGR) de 13,3%, será impulsionado pela chegada de terapias farmacológicas não insulínicas e pela diversificação no controle da doença.
Entre os principais impulsionadores desse crescimento estão moléculas como a semaglutida, presentes nos medicamentos Ozempic e Wegovy da Novo Nordisk, e a tirzepatida, usada no Mounjaro e Zepbound da Eli Lilly. Embora especificamente indicada para diabetes tipo 2 e obesidade, essas revistas já demonstram eficácia em estudos off-label para diabetes tipo 1, apresentando reduções importantes nos níveis de HbA1c e no peso corporal, de acordo com pesquisa publicada na Diabetes Technology & Therapeutics.
Líderes de opinião consultados pela GlobalData ressaltam que apenas 20% a 30% dos pacientes com diabetes tipo 1 conseguem atingir as metas glicêmicas atuais, o que evidencia a necessidade urgente de terapias adjuvantes eficazes além da insulina. Para o analista farmacêutico Sulayman Patel, o cenário é favorável para que as farmacêuticas ampliem ensaios clínicos e busquem aprovações regulatórias formais para o uso desses agentes nesse público.
Além do avanço no segmento de diabetes tipo 1, o mercado geral de medicamentos para diabetes e obesidade deve alcançar valores ainda mais expressivos. Segundo a Allianz Trade, as vendas globais de semaglutida e tirzepatida podem movimentar R$ 575 bilhões até 2030. Em 2023, esses medicamentos já desenvolvidos geraram € 21,2 bilhões (R$ 134,9 bilhões) em receita, frente aos € 4,5 bilhões (R$ 28,6 bilhões) registrados em 2021.
A projeção para 2024 é que o Ozempic se torne o segundo medicamento mais vendido no mundo, com receita estimada em € 17 bilhões (R$ 108,1 bilhões), atrás apenas do oncológico Keytruda, da MSD. Tanto a Novo Nordisk quanto a MSD devem registrar crescimento robusto de faturamento, reforçando a competitividade e o potencial de expansão do mercado.