Crescimento dos medicamentos sem prescrição reflete avanço da saúde preventiva, expansão de formatos funcionais e mudança no comportamento do consumidor em direção ao autocuidado.
O mercado global de medicamentos isentos de prescrição médica (OTC) segue em expansão e deve alcançar US$ 256,18 bilhões até 2031, segundo projeções da Mordor Intelligence. O setor, avaliado em US$ 195,96 bilhões em 2025, avança impulsionado pela consolidação do autocuidado como parte da rotina de saúde dos consumidores e pela busca crescente por soluções acessíveis para condições de baixa complexidade.
A mudança de comportamento tem contribuído para reduzir a pressão sobre os sistemas de atenção primária, ao mesmo tempo em que amplia as oportunidades para marcas capazes de simplificar a experiência de compra e fortalecer sua comunicação no ponto de venda.
O relatório aponta ainda que autoridades regulatórias vêm flexibilizando regras relacionadas a determinadas moléculas anteriormente restritas à prescrição médica, abrindo espaço para novas estratégias comerciais no segmento OTC e ampliando o potencial de inovação em produtos maduros.
Outro movimento relevante é a transformação dos formatos de consumo. Além dos comprimidos tradicionais, categorias como gomas, mastigáveis e adesivos terapêuticos vêm ganhando espaço por aliarem praticidade, experiência sensorial e conveniência — atributos cada vez mais valorizados pelos consumidores.
Entre as categorias de maior relevância, medicamentos para tosse, gripe e resfriado seguem liderando em participação de mercado. Já vitaminas, minerais e suplementos aparecem entre os segmentos com maior potencial de crescimento até 2031, refletindo a aproximação entre saúde preventiva, bem-estar e consumer health.
No recorte por distribuição, redes de farmácias físicas continuam dominando as vendas, embora o comércio eletrônico apresente o ritmo de expansão mais acelerado, acompanhando a digitalização do varejo farmacêutico e a evolução do comportamento omnichannel.
A pesquisa também destaca o crescimento do público geriátrico como um dos principais vetores futuros do setor. Nesse contexto, empresas começam a direcionar esforços para soluções mais acessíveis e adaptadas às necessidades ergonômicas desse consumidor, incluindo embalagens com melhor legibilidade e formatos mais funcionais para o manejo da polifarmácia.
O ambiente competitivo permanece fragmentado, com grandes grupos globais reorganizando suas operações de consumer health para ampliar foco estratégico em OTC. Movimentos recentes de empresas multinacionais reforçam a percepção de que o segmento continuará desempenhando papel central na convergência entre saúde, conveniência e bem-estar.