O varejo digital continua a registrar um crescimento expressivo, com um aumento de 46% ao ano nas vendas online, impulsionado por aplicativos próprios, entregas rápidas e o fenômeno dos medicamentos GLP-1.
De acordo com dados apresentados pela Close-Up International durante o evento Abradilan Conexão Farma 2026, as farmácias têm sido protagonistas dessa ascensão, com um crescimento anual de 45,8% no setor farmacêutico.
A conveniência é um fator chave para o consumidor farmacêutico, e o celular se consolidou como o principal ponto de contato para as compras. Os aplicativos próprios das redes farmacêuticas se destacaram com um crescimento de 65,8% no último ano, enquanto superapps e marketplaces tiveram uma impressionante alta de 118,3%. O modelo de “clique e retire” também tem ganhado força, com 55% das vendas digitais realizadas por meio dessa opção, que oferece agilidade para os consumidores.
A velocidade das entregas é outro ponto crucial para o sucesso. Cerca de 90% das entregas são feitas em prazos rápidos, entre 60 e 120 minutos, ou os consumidores podem optar pela retirada imediata nas lojas. Vanessa Ribeiro enfatiza que ter um aplicativo de excelência e garantir entregas rápidas são elementos essenciais para o sucesso no varejo digital.
Além disso, o mercado de medicamentos GLP-1, utilizados para o tratamento de diabetes e perda de peso, tem sido um impulsionador significativo do crescimento das vendas online. Esse segmento já representa 54% de todas as vendas digitais dentro da categoria de medicamentos prescritos.
O fenômeno da digitalização também está se expandindo em outras áreas, como tratamentos para o aparelho digestivo e metabolismo, com uma penetração de 36,5%, e em higiene e beleza, especialmente nos cuidados com o cabelo, que lideram as vendas online com 42,9% de participação. Dermocosméticos também têm ganhado destaque, representando 24,7% do mercado online.
A adoção de farmácias digitais não é uniforme no Brasil, com as grandes metrópoles liderando a transformação. O Centro-Oeste (25,25%) e o Sudeste (24,52%) são as regiões mais digitalizadas, enquanto o Sul apresenta uma penetração mais baixa, com 16,3%.
Este cenário demonstra a crescente digitalização do setor farmacêutico e de beleza, com tecnologia e agilidade logística desempenhando papéis essenciais no comportamento de compra do consumidor.