A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, no dia 18 de setembro, normas que visam aprimorar as vacinas contra a Covid-19, adaptando-se às variantes do Sars-CoV-2 em circulação.
As decisões foram tomadas durante a 17ª Reunião Ordinária Pública da Diretoria Colegiada, onde foram aprovadas a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) e a Instrução Normativa (IN). As novas diretrizes estão alinhadas aos padrões internacionais e definem como cepas a serem incluídas nas vacinas, além de estabelecer regras claras para sua atualização.
O processo regulatório foi iniciado em maio deste ano, com base nas orientações da Coalizão Internacional das Autoridades Reguladoras de Medicamentos (ICMRA) e da Organização Mundial da Saúde (OMS). As propostas passaram por consulta pública até o início de agosto.
As constantes mutações do Sars-CoV-2 permitem para sua sobrevivência, desativar configurações frequentes nas vacinas, especialmente devido ao surgimento de variantes preocupantes. O objetivo da atualização é melhorar a resposta imunológica das vacinas às variantes em circulação.
Importância da vacinação
A relatora da proposta, diretora Meiruze Freitas, destacou a importância de atualizar as vacinas, afirmando que as novas variantes representam um desafio à eficácia das versões originais dos imunizantes. Ela reforça que a vacinação continua sendo a medida mais segura para prevenir hospitalizações, reduzir a mortalidade e evitar complicações graves, como a síndrome pós-Covid.
A OMS segue monitorando a evolução do vírus e emite recomendações globais sobre a composição antigênica das vacinas. A última orientação foi publicada em 26 de abril deste ano, sem diferenças observadas na circulação do vírus entre os hemisférios.