Companhia destinou R$ 100 milhões em 2024, mais que o dobro do ano anterior, com destaque para estudos em imunologia e expansão de centros de pesquisa pelo País
A Sanofi ampliou de forma significativa seus investimentos em pesquisa clínica no Brasil, alcançando R$ 100 milhões em 2024, ante R$ 45 milhões no ano anterior. Esse avanço foi acompanhado por um crescimento de 93% no número de estudos conduzidos, totalizando 54 pesquisas clínicas, das quais metade está concentrada em imunologia.
No cenário global, a biofarmacêutica mantém 86 estudos clínicos ativos em seu pipeline, com mais de 50% voltados para imunologia. Em 2024, os aportes mundiais em pesquisa e desenvolvimento ultrapassaram € 7,4 bilhões, um aumento de 13,6% em relação a 2023.
Expansão regional e inclusão nos estudos
No Brasil, a Sanofi ampliou em 30% o número de centros de pesquisa parceiros, com foco em regiões Norte e Nordeste. Também lançou programas de capacitação de pesquisadores nessas localidades, alinhados ao compromisso de promover diversidade, equidade e inclusão nos ensaios clínicos.
Com esse movimento, a participação de pretos e pardos em pesquisas da companhia chegou a 23% em 2024, com a meta de alcançar 25% até o final deste ano. Essa estratégia busca descentralizar a pesquisa clínica do eixo tradicional Sul-Sudeste, promovendo maior representatividade nos estudos.
Inovação e novas terapias
A estratégia da Sanofi já resultou em uma ampliação de 125% no número de estudos realizados no Brasil entre 2022 e 2024. Esse desempenho levou a companhia a subir seis posições no ranking nacional de patrocinadores por volume de estudos clínicos.
As prioridades de pesquisa incluem vacinas, imunologia, doenças raras, neurologia, transplantes e diabetes tipo 1. Atualmente, sete moléculas em teste no Brasil representam apostas relevantes para os próximos anos.
Digitalização dos ensaios clínicos
Além da expansão regional e do portfólio, a Sanofi tem investido em ensaios clínicos descentralizados, que incorporam telemedicina, dispositivos vestíveis e aplicativos digitais para acompanhamento remoto de voluntários. A coleta de dados in vivo segue central no processo, mas agora apoiada por uma logística mais ágil e integrada a soluções tecnológicas.