Farmacêutica brasileira amplia investimentos em tecnologia, governança e internacionalização enquanto explora tendências como economia prateada e transformação digital no setor de saúde.
A Biolab Farmacêutica reforça sua estratégia de crescimento ao combinar tecnologia, governança corporativa e expansão internacional. Em um episódio recente do Biolab Cast, executivos e membros do conselho consultivo da companhia discutiram como a empresa superou suas metas de 2025 e quais são os próximos movimentos para ampliar sua presença global.
Durante a conversa, mediada pela jornalista Daiana Garbin, o CEO Fabio Amorosino destacou que o desempenho recente da empresa está diretamente ligado a um modelo de gestão que equilibra agilidade nas decisões com governança estruturada. Segundo ele, essa combinação permite transformar tendências globais em estratégias práticas de inovação e desenvolvimento de produtos.
O episódio contou ainda com a participação dos conselheiros João Bezerra Leite, ex-CTO do Itaú, e Paulo Gandolfi, presidente da 3M Brasil, que abordaram a importância da diversidade de experiências na tomada de decisões estratégicas da companhia.
A atual fase da empresa também marca o avanço da segunda geração de acionistas na estrutura de governança. Amorosino assumiu a liderança executiva após uma trajetória dentro do próprio conselho consultivo, processo que ocorreu gradualmente com o apoio dos sócios fundadores Cleiton de Castro Marques, Paulo de Castro Marques e Dante Alario Júnior.
Entre os pilares estratégicos da companhia está a ampliação dos investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação. Atualmente, cerca de 10% da receita da empresa é direcionada para PD&I, com foco em tecnologias ligadas à chamada Farma 4.0.
A estratégia inclui o uso de inteligência artificial preditiva, automação industrial e digitalização de processos. De acordo com João Bezerra Leite, a transformação digital no setor farmacêutico vai além da simples modernização de processos existentes.
Para o executivo, a verdadeira inovação está em repensar modelos operacionais a partir das novas tecnologias disponíveis, criando soluções que tragam ganhos reais de eficiência e valor para pacientes e profissionais de saúde.
Expansão internacional
No plano de internacionalização, o Canadá surge como um mercado estratégico para a Biolab, funcionando como ponto de entrada para ampliar a presença global da companhia e promover intercâmbio tecnológico entre diferentes mercados.
O conselho consultivo também foi ampliado com a entrada de Adriano Treve, movimento que reforça a busca por maior integração com o ecossistema internacional de saúde e inovação.
Segundo Paulo Gandolfi, a estratégia da empresa não se limita à exportação de produtos. O objetivo é promover uma troca contínua de conhecimento entre os mercados onde a empresa atua, incorporando boas práticas e tecnologias de diferentes regiões.
Longevidade e economia prateada
Outro tema abordado no encontro foi o avanço da chamada Economia Prateada, tendência que considera o crescimento da população acima dos 50 anos e seu impacto em diferentes setores da economia.
Na Biolab, essa visão já influencia tanto o desenvolvimento de produtos quanto a gestão de talentos. Entre os exemplos citados está a criação de soluções terapêuticas que simplificam o tratamento de doenças crônicas, como a pílula “3 em 1” voltada ao controle da hipertensão.
Além disso, a companhia tem ampliado iniciativas internas voltadas à valorização de profissionais mais experientes, estimulando a colaboração entre diferentes gerações dentro da organização.
Ao encerrar a conversa, Fabio Amorosino afirmou que o desempenho acima das expectativas em 2025 consolidou uma nova mentalidade operacional na empresa. A proposta, segundo ele, é sustentar uma trajetória contínua de crescimento, em que cada etapa de expansão abre espaço para novas oportunidades de inovação e desenvolvimento estratégico.