A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu, no início de abril, uma delegação do governo mexicano para discutir integração regulatória e cooperação em saúde.
O encontro marcou a ratificação da Declaração do Rio de Janeiro pela autoridade sanitária do México, a COFEPRIS.
A iniciativa busca ampliar o alinhamento entre os dois países em temas como inovação em saúde, avaliação de produtos e estratégias para acelerar análises regulatórias. Segundo a agência brasileira, a cooperação internacional é considerada estratégica para enfrentar desafios pós-pandemia e aumentar a eficiência dos processos.
O movimento ocorre em um contexto de crescente internacionalização da indústria farmacêutica e de pressão por maior agilidade na aprovação de medicamentos e tecnologias. A troca de experiências regulatórias pode facilitar o reconhecimento mútuo de processos e reduzir barreiras para empresas que atuam em múltiplos mercados.
Para fabricantes e fornecedores da cadeia farma, a aproximação entre Brasil e México sinaliza um potencial de harmonização regulatória na América Latina, com impacto direto em estratégias de registro, exportação e expansão regional.
O presidente da Anvisa, Leandro Safatle, destaca o papel estratégico da agência no Brasil, uma vez que ela é responsável pela regulamentação de setores que representam cerca de um quarto do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, incluindo medicamentos, alimentos, agrotóxicos, tabaco, além do controle portuário e de fronteiras.
Safatle enfatiza as semelhanças entre as estruturas regulatórias brasileira e mexicana e que a integração das duas maiores agências de saúde da América Latina pode fortalecer a ação regional.
“Avançamos significativamente na redução das listas de espera, um desafio global que se intensificou após a pandemia. A integração com o México é fundamental para soluções conjuntas e para ampliar nossa capacidade de resposta”, afirma o presidente.