O Sistema Único de Saúde (SUS) ampliou de forma significativa a oferta de medicamentos destinados ao tratamento da dependência de nicotina nos últimos anos.
Entre 2022 e 2025, o volume de unidades distribuídas para estados e municípios cresceu 138,51%, passando de 19,5 milhões para 46,6 milhões de unidades.
Atualmente, a rede pública disponibiliza cinco opções terapêuticas para apoiar pacientes que desejam interromper o consumo de tabaco. Estão disponíveis o cloridrato de bupropiona 150 mg, a goma de mascar de nicotina 2 mg e os adesivos transdérmicos de nicotina nas concentrações de 7 mg, 14 mg e 21 mg. As alternativas contribuem para o controle dos sintomas de abstinência e da dependência, especialmente quando associadas ao acompanhamento multiprofissional.
Entre os tratamentos com maior avanço na distribuição está a bupropiona. O número de unidades fornecidas passou de 8,6 milhões em 2022 para mais de 18,6 milhões em 2025. As terapias de reposição de nicotina também registraram expansão, com aumento na oferta de adesivos e gomas, ampliando as opções terapêuticas disponíveis conforme o perfil e as necessidades de cada paciente.
Nesse cenário, os farmacêuticos exercem papel relevante na assistência prestada pelo SUS. Além de participarem da gestão e do abastecimento dos medicamentos, esses profissionais orientam os pacientes sobre o uso adequado dos tratamentos, esclarecem dúvidas relacionadas a reações adversas, acompanham a adesão terapêutica e promovem o uso racional dos medicamentos.
Nas unidades básicas de saúde, os farmacêuticos também integram equipes multiprofissionais voltadas para ações de educação em saúde, prevenção de doenças e promoção da qualidade de vida. O acompanhamento especializado é apontado como um dos principais fatores para o sucesso da cessação do tabagismo, considerando que a dependência da nicotina envolve aspectos físicos, psicológicos e comportamentais.