Trata-se de uma classe de anticorpos produzidos a partir de uma única célula mãe, portanto são clones e contêm as mesmas informações genéticas. Eles são gerados por meio de técnicas de engenharia genética para reconhecerem e se ligarem a antígenos específicos. Em geral, são produzidos a partir da imunização de camundongos com o antígeno de interesse.
De um anticorpo monoclonal inovador, disponível comercialmente e que tenha perdido sua patente, são extraídas as informações genéticas que serão incorporadas em outra célula receptora. Depois de algumas etapas, a célula receptora (CHO) vai adquirir capacidade de produzir um anticorpo de interesse. A célula capaz de produzir o anticorpo é replicada, gerando uma população de células idênticas com capacidade de produzir o anticorpo.
Para ser utilizado em seres humanos, é preciso usar técnicas de DNA recombinante com o objetivo de humanizar esses anticorpos. Cerca de 97% da estrutura do anticorpo pode ser substituída por sequências mais comuns nos seres humanos, o que reduz as reações imunológicas.
O avanço no desenvolvimento de medicamentos biológicos, principalmente dos anticorpos monoclonais, ocorrido nos últimos 20 anos possibilitou uma revolução nos tratamentos de algumas doenças. Por se tratar de uma terapia-alvo, esses anticorpos podem atuar em mecanismos fisiopatológicos específicos, antes inacessíveis aos medicamentos sintéticos.
Destacam-se entre as áreas mais beneficiadas a reumatologia, onde o uso de anticorpos possibilitou o tratamento de formas graves de doenças crônicas, como a artrite reumatoide, com impacto significativo da qualidade de vida. Na oncologia, o uso de anticorpos monoclonais possibilitou aumentar a taxa de cura de muitos tumores, assim como aumentar a sobrevida e a qualidade de vida quando usados em casos avançados.
Fonte: Boas Práticas

