O primeiro balanço financeiro de 2021 divulgado pela indústria farmacêutica confirma um aumento na disputa pela primeira posição do setor.
Impulsionada pelas mais recentes aquisições que reforçaram seu portfólio, a Hypera Pharma anunciou uma receita líquida de R$ 5,93 bilhões no ano passado, um avanço de 45,2% em relação a 2020. Analistas do mercado apostam em uma redução da distância para a líder EMS.
Segundo a farmacêutica, o desempenho teve como principal contribuição as linhas de medicamentos incorporadas entre o fim de 2019 e o início de 2020. A primeira negociação envolveu a compra da família Buscopan, da Boehringer Ingelheim, por R$ 1,3 bilhão. A companhia venceu a própria EMS na concorrência. E em uma transação de US$ 825 milhões, passou a deter uma carteira de 18 medicamentos isentos de prescrição da japonesa Takeda.
O mesmo movimento foi trilhado em julho do ano passado, quando a Hypera Pharma adquiriu 12 marcas de medicamentos de prescrição e MIPs da Sanofi. Avaliado em US$ 190 milhões, o negócio envolveu produtos como o analgésico AAS, o antisséptico Cepacol e o fitoterápico Naturetti. A categoria OTC contempla ainda as marcas Calcigenol, Hexomedine, Melox, Pax e Pepsamar.
Ainda de acordo com o balanço, o sell-out da farmacêutica cresceu 16,3%, o que significou 2,1 pontos percentuais acima da média do mercado. A área de prescrição teve incremento de 20,1%, especialmente por conta da linha de medicamentos para doenças crônicas, incluinro Rinosoro, Alivium e Predsim.
A divisão de consumer health foi estimulada principalmente pelos antigripais, que levaram ao dobro do avanço do setor no quarto trimestre, refletindo a explosão de casos de gripe H3N2 e influenza no fim de 2021.
Novos aportes
Para este ano, a aposta da Hypera Pharma reside nos aportes em pesquisa e desenvolvimento, que ganhou uma estrutura própria no ano passado. A companhia já mapeou o pipeline de inovação para lançamento de mais de 70 moléculas nos próximos anos, com foco em medicamentos biológicos e de especialidades como câncer – um nicho com potencial estimado em R$ 12 bilhões.
A farmacêutica também deu início a um projeto para ampliar a planta de Anápolis (GO). Os investimentos permitirão expandir para mais de 1 bilhão de comprimidos por ano a produção de vitaminas em 2022 e triplicar a capacidade de fabricação de injetáveis até 2023.
Fonte: Panorama Farmacêutico 25.02.2022
