Após a aprovação do produto da EMS, entrada de novos fabricantes pode acelerar a disputa pelo mercado brasileiro de medicamentos à base de semaglutida.
O mercado brasileiro de medicamentos à base de semaglutida deve ganhar novos competidores nos próximos meses. Após a aprovação da caneta Ozivy, da EMS, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) avalia um novo pedido de registro apresentado pela Ávita Care, empresa que representa a farmacêutica internacional Adalvo no país.
A expectativa do setor é que a análise regulatória seja concluída ainda neste semestre, ampliando a oferta de alternativas terapêuticas em um dos segmentos mais dinâmicos da indústria farmacêutica.
De acordo com informações de mercado, a Ávita Care negocia a transferência da comercialização do produto para a Sandoz, companhia global especializada em medicamentos genéricos e biossimilares. A movimentação pode fortalecer a estratégia competitiva da empresa em um cenário que tende a registrar rápida expansão nos próximos anos.
A corrida pelo mercado ocorre em um momento decisivo para a categoria. Com o encerramento da proteção patentária de medicamentos à base de semaglutida no Brasil, novas empresas passaram a buscar espaço em uma área que combina forte demanda dos consumidores e elevado potencial de crescimento.
A EMS, primeira companhia a obter aprovação regulatória para uma versão nacional após o vencimento das patentes, já anunciou planos de produção de mais de um milhão de unidades durante o primeiro ano de comercialização. O lançamento está previsto para chegar às farmácias brasileiras em junho.
Analistas avaliam que a entrada de novos participantes deverá ampliar a competição, favorecer a disponibilidade dos produtos e contribuir para o amadurecimento da categoria no país. As projeções indicam que o mercado brasileiro de medicamentos injetáveis voltados ao controle de peso e tratamento da obesidade poderá movimentar bilhões de reais nos próximos anos.
Para a indústria farmacêutica, o avanço dos registros representa o início de uma nova fase para a categoria de GLP-1 no Brasil, marcada por maior concorrência, expansão do acesso e intensificação dos investimentos em inovação, distribuição e posicionamento de mercado.