O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) promoveu duas operações de crédito emergencial, somando R$ 75,3 milhões, destinadas ao Grupo Panvel, do Rio Grande do Sul.
O montante, subsidiado ao capital de giro, será dividido entre a distribuidora de medicamentos Dimed (R$ 54,9 milhões) e o laboratório farmacêutico Lifar (R$ 20,4 milhões), ambos impactados pelas fortes chuvas que atingiram o estado.
O financiamento visa garantir a preservação de propriedades nas unidades afetadas, localizadas em cidades como Porto Alegre, São Sebastião do Caí, São Leopoldo, Canoas, Eldorado do Sul e Igrejinha. A linha de crédito faz parte do programa BNDES Emergencial para o Rio Grande do Sul, que busca mitigar os efeitos das mudanças climáticas e ajudar na retomada das atividades econômicas no estado.
Impactos das enchentes nos negócios da Panvel
A Dimed, principal empresa do grupo, realizou alagamentos em 18 unidades da rede de farmácias Panvel e teve seu maior centro de distribuição, em Eldorado do Sul, inacessível por mais de 20 dias. Isso foi comprovado em perdas de estoque, danos a equipamentos e desafios logísticos e de segurança. O laboratório Lifar também foi prejudicado e precisou alugar uma fábrica de terceiros para continuar operando, uma vez que sua unidade ficou inativa por mais de dois meses.
Com sede na zona norte de Porto Alegre, a Lifar possui capacidade de produção de 11 milhões de produtos anualmente, incluindo cosméticos, medicamentos, aromatizadores e alimentos. O laboratório desenvolve produtos para grandes marcas, além de itens exclusivos para a Panvel.
“Ao fornecer crédito, o BNDES está ajudando empresas essenciais do Rio Grande do Sul a manterem suas atividades e protegerem empregos, uma das prioridades do governo do presidente Lula para enfrentar os impactos socioeconômicos dos eventos climáticos extremos”, ressaltou José Luís Gordon, diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES.