Em ratos geneticamente modificados para apresentar sintomas de epilepsia, tratamento crônico com a substância bloqueou o desenvolvimento de novas crises
Pesquisa feita em modelos animais para epilepsia (ratos geneticamente modificados para apresentarem os sintomas) mostrou que a administração crônica do canabidiol (CBD), conseguiu evitar a progressão da doença. Os resultados do estudo – feito na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP – apontam que o tratamento com essa substância derivada da Cannabis sp. impediu o recrutamento de novas áreas cerebrais no processo que dá origem à epilepsia em novas partes do cérebro. Por isso, evitou-se o aparecimento de crises límbicas (mais graves e associadas a estruturas do cérebro como hipocampo, amígdala e córtex) no modelo que imita o tipo de epilepsia mais frequente em humanos, que é a do lobo temporal.
A epilepsia é uma doença complexa na qual há perturbação da atividade das células nervosas cerebrais, sendo caracterizada pela ocorrência de crises epilépticas. Simplificadamente, essas crises são manifestações no paciente de um “mal funcionamento” em um ou mais conjuntos de neurônios no cérebro.
Fonte: Jornal da USP 10.07.2020
