O Brasil ganha relevância na rota de expansão da indústria farmacêutica rumo aos biossimilares.
Especializada na produção desse gênero de medicamentos, a sul-coreana Celltrion cresceu quase 40 vezes em 2021 e prevê um biossimilar por ano no Brasil até 2032.
Os míseros R$ 7 milhões de faturamento transformaram-se em R$ 275 milhões no ano passado, impulsionados pela comercializaçã
“Somente no ano passado o faturamento no mercado público superou os R$ 117 milhões, através do fornecimento de três medicamentos – rituximabe, infliximabe e tratuzumabe, o que representa a comercialização de mais de 218 mil ampolas”, observa Michel Batista, gerente sênior de negócios da farmacêutica em território brasileiro. Esses remédios têm como finalidade tratar pacientes com Linfoma não Hodgkin, doenças autoimunes e câncer de mama, respectivamente.
Histórico no Brasil
A farmacêutica já trabalhava com parcerias locais, mas fincou bandeira no Brasil em 2019, com a contratação de três funcionários para estruturar a operação comercial e o um investimento anual estimado em R$ 40 milhões. Começou a vender efetivamente em julho de 2020, com uma unidade instalada no município de Caieiras, na Região Metropolitana de São Paulo.
O laboratório recebeu a liberação para uso emergencial do Regdanvimabe (CT-P59) no combate à Covid-19. O medicamento é indicado para pacientes adultos em estágio leve ou moderado, que não necessitam de suplementação de oxigênio, mas têm alto risco de progressão para um quadro mais grave da doença.
Fonte: Panorama Farmacêutico 17.02.2022
