Número de embriões humanos congelados produzidos pela FIV teve aumento de 17%
A Fertilização in Vitro (FIV) deixou de ser uma alternativa fora da realidade para quem deseja engravidar, uma vez que o procedimento está mais acessível aos brasileiros. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), entre o período de 2011 e 2016, o número de fertilizações no país cresceu cerca de 150%.
Dados mais atuais apontam que o número de embriões humanos produzidos pelas técnicas de fertilização in vitro criopreservados (congelados), nas clínicas de reprodução humana assistida, voltou a crescer em 2017 em relação ao ano anterior e obteve o registro de 78.216 embriões congelados, aumento de cerca de 17% da utilização dessa técnica no Brasil, de acordo com o 11º Relatório do Sistema Nacional de Produção de Embriões (SisEmbrio), publicado em maio de 2018.
“A transferência de embriões congelados é mais segura em relação à transferência de embriões frescos porque, durante o estímulo ovariano neste ciclo, é necessário que a tentante tome alguns medicamentos para a maturação dos folículos. E isso, muitas vezes, pode ser prejudicial à camada interna do útero, portanto, quando não é preciso entrar com medicação, como acontece no ciclo congelado, as chances de gravidez aumentam”, esclarece Renata Erberelli, embriologista e supervisora dos laboratórios de embriologia e andrologia da Clínica Genics.
