Apesar do crescimento contínuo do varejo farmacêutico brasileiro, o avanço do setor tem sido acompanhado por um movimento relevante de fechamento de pequenas farmácias, especialmente independentes e redes regionais.
A expansão, segundo a análise, está concentrada nas grandes redes e em modelos mais estruturados de operação.
O cenário reflete uma mudança estrutural no mercado, em que escala, acesso a tecnologia e poder de negociação com fornecedores se tornaram fatores determinantes para a competitividade. Pequenos players enfrentam dificuldades para sustentar margens e acompanhar investimentos em digitalização e logística.
Dados recentes do setor indicam que o fenômeno não é pontual: o Brasil já registra mais fechamentos do que aberturas em determinados períodos, com forte impacto sobre farmácias independentes. Levantamentos apontam que mais de 9 mil unidades encerraram atividades em 12 meses, sendo a grande maioria de pequeno porte.
O movimento reforça a consolidação do varejo farmacêutico, com ganho de participação das grandes redes e crescimento de modelos associativistas. Para a indústria, o cenário tende a concentrar canais de distribuição e aumentar o poder de negociação dos grandes players, ao mesmo tempo em que reduz a capilaridade independente em algumas regiões.