Rede fundada no litoral paulista ultrapassa R$ 1,7 bilhão em faturamento e se destaca entre as principais do setor, com mais de 550 unidades no Brasil.
Na década de 1990, enquanto conciliava os desafios da maternidade com os primeiros passos da carreira, Claudia Conde deu início a uma trajetória pouco convencional, mas profundamente emblemática do empreendedorismo brasileiro. Em uma garagem de Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, nascia a primeira unidade da Farma Conde hoje uma das maiores redes de drogarias do país.
Claudia, farmacêutica recém-formada e então com apenas 25 anos, enfrentava um mercado ainda concentrado nas grandes capitais e dominado por marcas estabelecidas. O cenário, no entanto, não impediu que a empresária visse oportunidade onde poucos enxergavam: em um município turístico, com necessidades locais de saúde pouco atendidas.
Mais de três décadas se passaram desde aquela primeira loja improvisada. A Farma Conde consolidou-se como uma potência do varejo farmacêutico nacional, alcançando um faturamento anual superior a R$ 1,7 bilhão. Atualmente, são mais de 500 unidades próprias e 50 licenciadas, com uma estratégia de crescimento orgânico que se mantém centrada em expansão regional, atendimento personalizado e estrutura logística eficiente.
O caso da Farma Conde exemplifica o potencial de redes independentes em desafiar players consolidados, ao mesmo tempo em que ilustra a importância da descentralização dos polos de inovação varejista. O sucesso da empresa está ancorado não apenas em sua capilaridade, mas também em uma visão de negócios que alia tecnologia, relacionamento com o cliente e inteligência operacional.
A história de Claudia Conde, portanto, vai além da superação individual: revela tendências estruturais no setor farmacêutico brasileiro e abre espaço para uma reflexão mais ampla sobre o papel de lideranças femininas no avanço de modelos sustentáveis e escaláveis de negócios.