Batizado de ‘Farmácia Pra Cego Ver’, recurso impresso em alto relevo tem informações em áudio do remédio. Grayce França é coordenadora do grupo de trabalho para pessoas com deficiência do CRF-SP.
A farmacêutica Grayce Miguel França, coordenadora do Grupo Técnico de Trabalho Farmacêutico à Pessoa com Deficiência do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP), desenvolveu um sistema para ajudar usuários com deficiência visual a identificar medicamentos.
Batizado de ‘Farmácia Pra Cego Ver’, o recurso tem um QR code acessível, impresso em alto relevo nas caixas, frascos, cartelas e bulas, com informações sonoras sobre o remédio, reproduzidas por aplicativo de conversão em texto em áudio em smartphones e tablets.
“Na minha jornada de farmacêutica e pessoa com deficiência visual (ela tem somente 5% de visão), pensei, estudei, pesquisei como diferenciar um medicamento, evitando o uso indevido, porque o braile não tem informações imprescindíveis, como nome do princípio ativo, dosagem, quantidade, fórmula farmacêutica e data de validade, para pessoas com deficiência visual, idosos, daltônicos e qualquer um que não consegue ler e saber o que é necessário”, conta Grayce França.
“É uma proposta de autonomia, segurança, acessibilidade, praticidade e qualidade de vida”, diz a farmacêutica.
Grayce França apresentou o projeto ‘Farmácia Pra Cego Ver’ em um simpósio de tecnologias assistivas.
O projeto foi apresentado em novembro do ano passado no painel de tecnologias assistivas para pessoas com deficiência visual e auditiva de um simpósio sobre avanços no setor.
“Estou em busca de parcerias que apoiem o projeto e de empresas farmacêuticas que entendam a importância dessa solução de acessibilidade que ainda não está disponível no mercado”, afirma Grayce França.
Fonte: Estadão 12.01.2023
