Com alta de 15,79% até março, federação supera os 12,9% do setor e avança em digitalização, diversificação e experiência ao consumidor
A Febrafar (Federação Brasileira das Redes Associativistas de Farmácias) registrou um crescimento de 15,79% nos 12 meses encerrados em março de 2025, superando a média de 12,9% observada no varejo farmacêutico nacional, conforme dados da IQVIA. O desempenho superior reflete a força do modelo associativista e a estratégia da federação, que já reúne mais de 17 mil farmácias no país e ampliou sua fatia de mercado de 14,5%, em 2021, para os atuais 16,7%.
Parte relevante desse avanço se deve à crescente participação dos produtos não medicamentosos, que já representam 32% do faturamento da rede. Segundo Edison Tamascia, presidente da Febrafar, o sucesso está ligado à transformação das farmácias em centros de serviços completos. “Hoje, o consumidor busca muito mais que preço. Ele quer conveniência, atendimento qualificado e uma experiência positiva. Estamos investindo exatamente nisso”, afirma.
Drivers do crescimento e cenário competitivo
Os medicamentos para controle de diabetes e emagrecimento — como Ozempic, Forxiga, Grifage e Wegovy — foram os principais propulsores do bom momento do setor farmacêutico. Além de refletir o crescimento no tratamento de doenças crônicas, a alta nas vendas desses produtos também está atrelada à busca por soluções eficazes para o emagrecimento, apontando para uma mudança nos hábitos e nas demandas dos consumidores.
Digitalização como necessidade estratégica
A transformação digital é considerada por Tamascia um dos maiores desafios e oportunidades do setor. Soluções como delivery, presença em plataformas digitais e comunicação online se tornaram ferramentas indispensáveis para a fidelização do cliente e para manter a competitividade. “Digitalizar-se não é apenas uma tendência, é uma questão de sobrevivência”, reforça.
Nesse cenário, farmácias independentes e redes regionais enfrentam crescente pressão para se modernizar. O associativismo tem se mostrado uma resposta eficaz, oferecendo suporte em gestão, marketing e ferramentas digitais. No entanto, Tamascia adverte que é preciso ir além da simples compra coletiva: “É essencial entregar ferramentas que realmente transformem o negócio e se alinhem às novas exigências do consumidor”.
Foco em diversificação e bem-estar
Para o presidente da Febrafar, o futuro do setor passa pela ampliação do portfólio. Itens de bem-estar, cosméticos e cuidados com a saúde devem ganhar espaço nas farmácias, como forma de ampliar o tíquete médio e melhorar a rentabilidade. “Vender mais é importante, mas vender melhor é o que diferencia as farmácias preparadas para o futuro”, conclui Tamascia.