Acordo de transferência tecnológica visa ampliar acesso ao tratamento de doenças inflamatórias imunomediadas, como a artrite reumatoide, contribuindo para a autonomia na produção de medicamentos no Brasil
O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) e a Pfizer Brasil firmaram um acordo de transferência tecnológica para produção do medicamento citrato de tofacitinibe, visando fortalecer o tratamento de doenças inflamatórias imunomediadas, como a artrite reumatoide, e reduzir a dependência do Brasil da importação de medicamentos.
A parceria, anunciada nesta quarta-feira (20/12) no Rio de Janeiro, representa um marco na busca por ampliar o acesso da população brasileira a tratamentos de alto valor agregado, como o citrato de tofacitinibe, clone genérico do Xeljanz®.
O vice-presidente de Produção, Inovação em Saúde da Fiocruz, Marco Krieger, ressaltou a importância estratégica desse acordo para fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) e o Complexo Econômico e Industrial da Saúde, colocando mais medicamentos e serviços à disposição dos brasileiros.
A transferência tecnológica do citrato de tofacitinibe da Pfizer para Farmanguinhos/Fiocruz ocorrerá em etapas, com um registro do clone da molécula do medicamento já submetido à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Uma vez aprovado, o Instituto poderá iniciar o fornecimento do genérico para abastecer o SUS, conforme a demanda do Ministério da Saúde.
“A produção nacional desse medicamento representa um avanço significativo, facilitando o tratamento de pacientes que sofrem com doenças tão severas como a artrite reumatoide”, destacou o diretor do Instituto, Jorge Mendonça.
A artrite reumatoide, conforme o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de 2021 do Ministério da Saúde, é uma doença mais frequente em mulheres, na faixa etária de 30 a 50 anos. Seus sintomas incluem dor e inchaço nas articulações, podendo causar danos importantes e irreversíveis caso não haja tratamento adequado.
Essa parceria não apenas fortalece a produção nacional de medicamentos, mas também representa um passo importante na autonomia do Brasil no setor farmacêutico, alinhando-se com a Estratégia Nacional para o Desenvolvimento do Complexo Econômico Industrial da Saúde, estabelecida pelo Decreto nº 11.715, de 26/9/2023.