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    Ciência & Tecnologia

    Janssen: estudos demonstram eficácia de medicamentos para doença inflamatória intestinal

    By Janaina26/08/2022Updated:26/08/2022Nenhum comentário6 Mins Read

    Novos dados revelam que a proporção de pacientes tratados com guselcumabe que atingiram resposta de biomarcador clínico varia de 47,5-66,7% em grupos de dose na 2ª fase do estudo GALAXI 1. Outros dados apresentados demonstram o perfil de segurança a longo prazo de ustequinumabe em pacientes com doença intestinal inflamatória que não foram tratados com medicamentos biológicos ou que passaram por terapia biológica, mas não tiveram sucesso

    A Janssen, farmacêutica da Johnson & Johnson, participou do Digestive Disease Week (DDW), o mais importante congresso de saúde gastrointestinal do mundo. No evento, a Janssen apresentou 29 estudos, entre eles novos dados de estudos clínicos, como o GALAXI 1 (fase 2) utilizando guselcumabe em pacientes adultos com Doença de Crohn (DC) ativa de moderada a grave. No Brasil, o guselcumabe é aprovado apenas para o tratamento de adultos com Psoríase de moderada a grave e Artrite Psoriásica. O estudo em questão está em fase de desenvolvimento e o uso da molécula em pacientes com Doença de Crohn ainda não está aprovado em nenhum país do mundo. A Janssen também apresentou no congresso três análises agrupadas de longo prazo em pacientes adultos com Retocolite Ulcerativa (RCU) e Doença de Crohn (DC) tratados com ustequinumabe1,2,3,4.

    Os dados do estudo GALAXI 1 demonstraram que participantes com uma resposta inadequada ou intolerância a terapias convencionais e/ou agentes biológicos tratados com guselcumabe atingiram níveis elevados de respostas bioquímicas (47,5-66,7%), resposta endoscópicab (44,3-46%) e remissão clínica,c com proteína C-reativa (PCR) ≤3 mg/L ou calprotectina fecal ≤250 μg/g (39,3-66,7%) em 48 semanas entre os grupos de dose.1

    As análises agrupadas de ustequinumabe de dados de segurança a longo prazo (até 5 anos de análise) em pacientes com DC e RCU não tratados anteriormente com agentes biológicos e com insucesso no tratamento biológico tratados com ustequinumabe, demonstraram um perfil de segurança favorável condizente com análises na população geral com doença intestinal inflamatória (DII) e com o perfil de segurança estabelecido nas indicações aprovadas.2,3 Além disso, uma análise agrupada de segurança de ustequinumabe de 13 estudos no total em todas as indicações aprovadas (incluindo dados de um ano na artrite psoriásica (PSA), dois na RCU e cinco na DC e psoríase em placas (PSO) em pacientes adultos, não revelou aumento da incidência de malignidade com tratamento com ustequinumabe em comparação ao placebo (ajustada para a duração do acompanhamento).4

    “Em relação ao GALAXI 1 com guselcumabe, esses novos dados são encorajadores, conforme continuamos investigando soluções de tratamento crônico para abordar as necessidades não atendidas para nossos pacientes que vivem com o ônus de Doença de Crohn moderada a gravemente ativa”, afirmou o autor do GALAXI 1, Dr. Remo Panaccione, Professor de Medicina e Diretor da Unidade de Doença Intestinal Inflamatória na Universidade de Calgary, Alberta, Canadá.d “Os dados de resposta de biomarcador clínico e resposta endoscópica do estudo clínico fase 2 GALAXI 1 se acumulam aos resultados de remissão clínica e nos dão informações sobre o potencial de Guselcumabe em fornecer remissão prolongada.”

    Novas análises da semana 48 do estudo GALAXI (apresentação oral número 888) mostram:1

    • Resposta de biomarcador clínico:a As proporções de pacientes tratados com guselcumabe nos grupos de dosee (n=185) que atingiram resposta de biomarcador clínico na semana 48 variaram de 47,5-66,7%.f,g

    • Resposta endoscópica:b As proporções de pacientes tratados com guselcumabe que atingiram resposta endoscópica variaram de 44,3-46% entre os grupos de dosee (n=185) na semana 48.f

    • Remissão clínica e alcance de normalização de PCR ou calprotectina fecal:c As proporções de pacientes tratados com guselcumabe que atingem remissão clínica e PCR ≤3 mg/L ou calprotectina fecal ≤250 μg/g variaram de 39,3-66,7% entre os grupos de dose (n=185).e,f,h

    • Segurança: Os resultados de segurança foram condizentes com o perfil de segurança conhecido de guselcumabe nas indicações aprovadas.

    A Janssen anunciou anteriormente os resultados de remissão clínica e remissão clínica sem corticosteroides na semana 48 do estudo fase 2 GALAXI 1.5 Os estudos clínicos fase 3 que avaliam guselcumabe quanto ao tratamento de Doença de Crohn ativa de moderada a grave estão em andamento e incluindo pacientes ativamente.

    As análises de segurança a longo prazo agrupadas de ustequinumabe revelaram:

    • Perfil de segurança similar ao placebo em pacientes não tratados anteriormente com agentes biológicos: Em uma análise de segurança a longo prazo agrupada de quatro estudos fase 2/3 de DII, 771 pacientes não tratados anteriormente com agentes biológicosi receberam ustequinumabe, com 1511 pacientes-anos de acompanhamento e 425 pacientes não tratados anteriormente com agentes biológicos receberam placebo, com 376 pacientes-anos de acompanhamento.3 As taxas de eventos ajustadas por 100 pacientes-anos para eventos adversos (AEs), AEs sérios, infecções, infecções sérias, eventos adversos cardíacos importantes (MACE) e malignidades foram semelhantes entre ustequinumabe e placebo até um ano.3 As taxas por 100 pacientes-anos (ajustadas para a duração do acompanhamento) para AEs, AEs sérios, infecções, infecções sérias e MACE foram semelhantes e/ou numericamente menores para ustequinumabe versus placebo até cinco anos em pacientes não tratados anteriormente com agentes biológicos com DC e até dois anos em pacientes não tratados anteriormente com agentes biológicos com RCU (Pôster número Tu1440).3

    • Perfil de segurança similar ao placebo em pacientes não tratados anteriormente com agentes biológicos: Em uma análise agrupada de segurança a longo prazo de cinco estudos fase 2/3 de DII, 1596 pacientes com insucesso com agentes biológicosj com 1970 pacientes-anos de acompanhamento receberam ustequinumabe e 847 pacientes com insucesso com agentes biológicos com 473 pacientes-anos de acompanhamento receberam placebo.2 As taxas de eventos por 100 pacientes-anos (ajustadas para duração do acompanhamento) para AEs, AEs sérios, infecções, infecções sérias, MACE e malignidades foram semelhantes entre ustequinumabe e placebo até cinco anos em pacientes com insucesso com agentes biológicos com DC e até dois anos em pacientes com insucesso biológico com RCU.2 O perfil de segurança de ustequinumabe foi condizente com o perfil de segurança estabelecido na DII e entre as indicações aprovadas (Pôster número Tu1438).2

    • Risco de malignidade comparável ao placebo: Em uma análise de dados de segurança a longo prazo agrupados de 13 estudos nas indicações aprovadas, incluindo DC e RCU, em 2501 pacientes tratados com placebo com 1244 pacientes-anos de acompanhamento e 6710 pacientes tratados com ustequinumabe com 13807 pacientes-anos de acompanhamento, ustequinumabe não apresentou aumento da incidência (ajustada para a duração de acompanhamento) de malignidade em comparação ao placebo até cinco anos de acompanhamento com ustequinumabe.4 As comparações entre o número de malignidades observadas para pacientes tratados com ustequinumabe em comparação às malignidades esperadas com base no banco de dados de Vigilância Sanitária, Epidemiologia e Resultados Finais do National Institutes of Health (SEER),6,k que não incluem câncer de pele não melanoma (NMSC) e câncer cervical in situ, resultaram em uma proporção de incidência padrão (SIR)l de 0,85 (intervalos de confiança de 95%:m 0,65, 1,09) para ustequinumabe nas indicações aprovadas, sugerindo ausência de aumento do risco de malignidade com tratamento com ustequinumabe. (Apresentação oral número 14).4

    “Estes dados fornecem validação e corroboram nosso compromisso de continuar inovando para pacientes com doença nos quais permanece a necessidade considerável”, afirmou o Dr. Jan Wehkamp, Ph.D., Vice-presidente e líder da Área de Doença em Gastroenterologia da Janssen Research & Development, LLC. “Elaborando a partir de um legado de duas décadas de inovação em imunologia, continuamos gerando novas evidências para ustequinumabe e estamos investindo profundamente em nossa linha para entrarmos em uma nova era de tratamento, aproveitando a pesquisa contínua da ciência de vias, objetivando estabelecer guselcumabe como uma opção terapêutica confiável para profissionais de saúde e pessoas que apresentam doença intestinal inflamatória.”

    doença inflamatória intestinal Janssen medicamentos
    Janaina

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