Estudo do IFEPEC aponta pressão nas margens, avanço da IA e digitalização como vetores que redesenham a competitividade no setor farmacêutico.
O mercado farmacêutico no Brasil vive um momento de ponto de inflexão estrutural, caracterizado por pressão sobre margens de lucro, adoção acelerada de soluções digitais e uso de Inteligência Artificial (IA), além de mudanças tributárias e riscos potenciais de consolidação entre players da cadeia.
Um estudo publicado em fevereiro de 2026 pelo Instituto Febrafar de Pesquisa e Educação Corporativa (IFEPEC) mapeou percepções de médicos, distribuidores, varejistas e representantes da indústria, apontando para um ambiente competitivo que requer adaptação contínua das estratégias de negócios e maior integração entre tecnologia, logística e canais de atendimento.
O relatório destaca que, embora a digitalização e o uso de dados avancem como motores de inovação, há desafios relacionados à regulação, custos operacionais e dinâmicas de consumo que podem acelerar fusões e aquisições no setor. O diagnóstico também sugere que os elos da cadeia, desde produção até distribuição e varejo, precisam investir em capacidade analítica e digital para manter competitividade e responder às transformações do mercado farmacêutico no Brasil.