Com avanço robusto nos canais digitais e fortalecimento dos serviços de saúde, rede farmacêutica registra alta de 53,6% nas vendas omnichannel e reverte prejuízo no primeiro trimestre
A digitalização dos canais de venda e a integração entre o ambiente físico e online têm se consolidado como pilares estratégicos para a Pague Menos, que encerrou o primeiro trimestre com resultados expressivos no modelo omnichannel. As vendas originadas por esse ecossistema, que une lojas físicas, e-commerce, app e WhatsApp, totalizaram R$ 639 milhões entre janeiro e março, um avanço de 53,6% em relação ao mesmo período de 2024 — o maior patamar já registrado pela companhia, representando 17,6% da receita bruta.
Boa parte desse crescimento foi impulsionada pelo desempenho do aplicativo próprio, que registrou aumento de 78% no volume de vendas, e pela expansão do serviço Clique&Retire, responsável por mais da metade das transações online (57%). Além disso, a experiência de compra via WhatsApp tem ganhado tração, com 75% dos pedidos sendo finalizados de forma totalmente automatizada, sem necessidade de atendimento humano.
Paralelamente à transformação digital, a empresa também reforça sua presença como um hub de serviços de saúde. O Clinic Farma, plataforma de atendimento clínico dentro das lojas, alcançou cobertura em 1.159 unidades — equivalente a 70% da rede — e somou mais de 6,5 milhões de atendimentos nos últimos 12 meses. O segmento de vacinação foi o que mais se destacou, com expansão superior a 400%, reflexo da ampliação do portfólio de imunizantes e do reconhecimento das farmácias como espaços relevantes no cuidado primário.
Segundo o CEO da Pague Menos, Jonas Marques, a estratégia visa estreitar o vínculo com os consumidores e ampliar o acesso a cuidados preventivos. “Ao fortalecer a jornada de saúde dos nossos clientes, contribuímos para a adesão a tratamentos e ajudamos a desafogar o sistema público de saúde. Isso, por sua vez, também impulsiona o desempenho de categorias estratégicas para o negócio”, afirma o executivo.
No campo financeiro, a companhia apresentou um salto relevante. A receita bruta atingiu R$ 3,62 bilhões no trimestre, com crescimento de 17,1% frente ao mesmo intervalo de 2024. O resultado foi sustentado pela evolução nas vendas das lojas maduras (+16,3%) e no conceito de mesmas lojas (+17%), além do incremento na base de clientes ativos, que superou 21,7 milhões.
Com uma venda média mensal por loja de R$ 731 mil (+16,4%) e um aumento de 7,1% no volume de atendimentos, a rede viu também seu ticket médio subir 9,3%. Esses fatores, combinados à eficiência operacional, permitiram a reversão do prejuízo de R$ 23,1 milhões no primeiro trimestre do ano anterior, resultando em um lucro líquido ajustado de R$ 13,1 milhões. A expansão física também prosseguiu, com a inauguração de sete novas unidades no período.