Rede expande receita bruta para R$ 4,1 bilhões, impulsionada pelo avanço do canal digital e ganho de produtividade com a bandeira Extrafarma
A Pague Menos consolidou uma sólida recuperação de sua rentabilidade no primeiro trimestre de 2026, reportando um lucro líquido ajustado de R$ 55,3 milhões. O resultado financeiro representa um crescimento superior a quatro vezes na comparação anual com o mesmo período anterior, reflexo direto da alavancagem operacional e de uma rígida disciplina na gestão de despesas corporativas. A receita bruta da companhia expandiu 14,4%, atingindo a marca de R$ 4,1 bilhões, desempenho sustentado por um indicador de vendas em mesmas lojas (SSS) de 13,0%, garantindo mais um ciclo de expansão em seu market share.
O desempenho operacional elevou o EBITDA ajustado para R$ 204,7 milhões, o que equivale a um avanço de 36,1% e uma margem operacional de 4,9% (alta de 0,8 ponto percentual). Luiz Novais, vice-presidente financeiro, de RI e M&A da rede, destacou que este é o sétimo trimestre consecutivo em que a Pague Menos registra evolução de EBITDA acima de 30%, validando a consistência do plano de reestruturação. O principal indicador de rentabilidade do período concentrou-se na margem bruta, que alcançou 29,4% devido a um mix comercial mais eficiente.
Produtividade integrada e captura de sinergias
Os ganhos de escala foram distribuídos de forma equilibrada entre regiões geográficas e formatos de loja, evidenciando uma evolução na produtividade dos ativos:
• Faturamento por Unidade: A venda média mensal por estabelecimento subiu 11,9%, alcançando o patamar de R$ 818 mil. Esse incremento foi impulsionado pela captura de sinergias logísticas e comerciais, além da redução do gap de produtividade histórico entre as bandeiras Pague Menos e Extrafarma.
• Base de Clientes: O ecossistema da companhia alcançou a marca de 22,4 milhões de clientes ativos, representando uma expansão de 3,6% em doze meses, focada na retenção de consumidores de alta recorrência e cuidados contínuos.
• Participação de Mercado: A fatia de mercado nacional da rede avançou para 6,7%, com liderança e consolidação de posições nas regiões Norte e Nordeste.
Omnicanalidade e consolidação como hub de assistência
Os canais digitais mantiveram o status de principal vetor de aceleração de receitas para a companhia. As vendas integradas via e-commerce e canais proprietários (omnichannel) somaram R$ 918 milhões, registrando uma expansão de 43,7% e passando a representar 22,2% do faturamento bruto total da varejista. O aplicativo oficial da rede foi o grande destaque do ecossistema móvel, funcionando como uma ferramenta de fidelização, aumento de frequência e incremento do ticket médio das transações.
Paralelamente à estratégia digital, a Pague Menos avançou na consolidação de suas lojas físicas como hubs integrados de saúde primária. A vertical de serviços clínicos focada em prevenção de patologias, com destaque para as campanhas de vacinação e imunização molecular no balcão, manteve-se como uma avenida estratégica para atração de fluxo e fortalecimento do relacionamento institucional com a base de usuários.