Estudo recém-publicado pela farmacêutica GSK revela a eficácia do PRD versus o tratamento PRN, com doses não regulares ou conforme necessidade, em pacientes asmáticos leves
O tratamento da asma sempre foi encarado como desafiador pela classe médica e pacientes. Isso porque, existem diferentes tipos e manifestações da doença, como a asma leve, moderada e grave. Nos últimos anos, a farmacêutica GSK vem se debruçando em estudos sobre a doença e seus tratamentos e divulgará, ao longo de 2022, uma série de dados que revelam como o regime PRD, Proatividade e Regularidade das Doses de medicamento, vem aprimorando o manejo da asma em pacientes no Brasil e no mundo.
A sigla PRD significa Proatividade e Regularidade das Doses (em português), ou seja, aquele tipo de tratamento que prioriza a dosagem contínua e proativa de medicamento, de modo a manter a doença controlada ao longo do tempo, prevenindo os sintomas antes que eles retornem e evitando episódios de crises. O primeiro estudo divulgado pela GSK, denominado PRD vs PRN Modelling Study in Mild Asthma, traz dados robustos deste regime de tratamento versus o PRN, abordagem que se utiliza de doses não regulares (ou conforme necessidade) em pacientes asmáticos leves.
O estudo comparou os efeitos broncoprotetores e os perfis de risco/benefício de três diferentes moléculas de corticosteróides inalatórios (ICS): Furoato de Fluticasona* e Propionato de Fluticasona (isoladas), e Budesonida/formoterol (em associação)i. Os resultados apontaram que mesmo regimes de ICS de baixa dose podem atingir até 100% de eficácia broncoprotetora quando administrados regularmentei, em regime PRD.
O estudo também mostrou uma broncoproteção abaixo do ideal no regime de dosagem conforme a necessidade (PRN), de 3-4 vezes por semana, sinalizando a possibilidade de permanência da inflamação crônica nos brônquios e piores resultados clínicosi[i],[ii]i,iv. Pacientes tratados com Budesonida/formoterolv, conforme necessário (200/6 μg) (PRN), correm o risco de ter broncoproteção clinicamente significativa por apenas 26% do tempoi em comparação com os 100% do tratamento PRD, de acordo com os resultados obtidos.
*Não comercializado isoladamente no Brasil.
Moléculas de ICS de ação mais longa, como as Fluticasonas estudadas na publicação, têm a eficácia prolongada e índice terapêutico favorável em comparação com moléculas de ICS de ação mais curta, como Budesonida, em todos os cenários de dosagem, conforme conclui o estudo.
Para Antônio Almeida, paciente asmático, esses dados se traduzem no seu dia-a-dia. “Fui diagnosticado com asma muito cedo, aos 20 anos. Porém, sempre negligenciei o tratamento da doença, a ponto de sentir muito desconforto ao subir escadas e ter uma média de cinco crises respiratórias por ano, levando a hospitalizações. Isso se arrastou por muitos anos, até eu me conscientizar e passar a ser rigoroso com o tratamento, usar o remédio diariamente, independente da minha condição naquele momento. E você começa a ver que faz toda diferença no seu dia-a-dia. Hoje eu pratico exercícios e corro 15 quilômetros sem nenhum problema de respiração. Não me lembro da última vez que tive uma crise”.
“Embora a inflamação esteja presente mesmo em pacientes com asma leve, as pessoas tendem a ser pouco aderentes ao tratamento de controle diário, o que pode levar a implicações de segurança a longo prazo”, diz Dr. Bernardo Maranhão, pneumologista e gerente médico da área Respiratória da GSK Brasil. “Esses resultados do estudo vem demonstrando a importância da alta adesão aos medicamentos para asma na melhoria da qualidade de vida dos pacientes, para que eles tenham o mínimo de interrupção em suas atividades diárias. Ponto básico neste sentido é que a asma é uma doença crônica, por isso o tratamento deve ser conduzido a longo prazo e sob supervisão médica, pois desta forma é possível alcançar e manter o controle da asma.”, completa Maranhão.
PRD vs PRN Modelling Study in Mild Asthma é o primeiro de uma série de estudos a serem publicados pela GSK ao longo de 2022. Há mais de 50 anos, a farmacêutica é líder no segmento Respiratório no país, com portfólio completo para doenças como asma, DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), e rinite.
Referências:
i Daley-Yates, P., Aggarwal, B., Lulic, Z. et al. Pharmacology Versus Convenience: A Benefit/Risk Analysis of Regular Maintenance Versus Infrequent or As-Needed Inhaled Corticosteroid Use in Mild Asthma. Adv Ther 2021. doi.org/10.1007/s12325-021-
ii Sont Jk, et al. Relationship between the inflammatory infiltrate in bronchial biopsy specimens and clinical severity of asthma in patients treated with inhaled steroids. Thorax. 1996;51:496-502.
iii Sont JK, et al. Clinical control and histopathologic outcome of asthma when using airway hyperresponsiveness as an additional guide to long-term treatment. The AMPUL Study Group. Am J Respir Crit Care Med. 1999;159:1043-51.
iv Park GM, et al. Association of symptom control with changes in lung function, bronchial hyperresponsiveness, and exhaled nitric oxide after inhaled corticosteroid treatment in children with asthma. Allergol Int. 2016 Oct;65(4):439-443.
v Global Strategy for Asthma Management and Prevention, Global Initiative f or Asthma (GINA) 2021. Available from: http://www.ginasthma.org. Accessed November 2021
vi Sociedade Brasileira de Pneumologia. Disponível em: https://sbpt.org.br/
